O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido político que detém o Governo do país, procedeu, na manhã de hoje, ao lançamento das Assembleias de Balanço e Renovação de Mandatos das organizações de base do partido, com vista ao IX Congresso, aprazado para o próximo mês de Dezembro.
João Katombela, na Huíla
Durante a cerimónia de lançamento, ocorrida na antiga Escola do Partido, o 2.º Secretário Provincial do MPLA na Huíla, José Arão Nataniel Tchissonde, que presidiu ao acto em representação do 1.º Secretário, Nuno Bernabé Mahapi Dala, disse que o acto marca mais um dos passos importantes na vida interna, política e organizativa do partido.
O político afirmou que o momento constitui igualmente uma demonstração inequívoca da vitalidade democrática do MPLA, da sua capacidade organizativa e do permanente compromisso com os princípios da participação, disciplina, unidade e renovação responsável das estruturas partidárias.
“As organizações de base representam o alicerce fundamental do partido, é nelas que se consolida a ligação directa entre o MPLA e o povo, onde se escutam as preocupações das comunidades, se mobilizam os militantes para a concretização das orientações superiores do partido e do Executivo. Por isso, as assembleias de balanço e renovação de mandatos devem ser encaradas como um exercício de responsabilidade política, maturidade organizativa e fortalecimento da democracia interna, permitindo avaliar o trabalho realizado, corrigir as insuficiências, reconhecer os méritos dos nossos militantes e renovar as energias para os desafios que temos”, disse.
Por outro lado, José Arão Nataniel Tchissonde acrescentou que o processo vai obedecer rigorosamente ao princípio estatutário de continuidade, estabelecendo-se uma composição de 55 por cento de continuidade e 45 por cento de renovação nas estruturas dirigentes e colegiais do partido.
“Devemos todos estar preparados para compreender e assumir este princípio com elevado sentido de maturidade política e espírito partidário. Os camaradas que eventualmente venham a cessar as suas funções nos órgãos colegiais do partido não devem, em momento algum, sentir-se desvalorizados ou considerados incompetentes. Trata-se simplesmente de um processo natural de renovação e oportunidade para dar vez a outros camaradas, garantindo a dinâmica e continuidade histórica do nosso partido”, apelou.









