O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou, nesta quinta-feira, em Luanda, aos países exportadores de petróleo da África Subsaariana, como Angola, que primem pela prudência na gestão das receitas extraordinárias re- sultantes do elevado preço do crude no mercado internacional
A recomendação foi feita pelo chefe de departamento do FMI para África, António David, durante o acto de apresentação do Relatório sobre as “Perspectivas Económicas Regionais” desta instituição financeira mundial. Na sequência, o Fundo Monetário sugere que Angola e demais países da região utilizem os re- cursos excedentes para “reconstituir as margens de política económica” e fortalecer as reservas externas.
Perante o cenário de incertezas, o FMI propõe um equilíbrio entre a resposta aos choques e a manutenção das reformas, con- cretamente, nas políticas monetárias com a manutenção de taxas restritivas em países com inflação elevada para ancorar as expectativas. Outra recomendação assenta na política orçamental, mantendo a consolidação orçamental para garantir a sustentabilidade da dívida, especialmente nos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), onde o esforço de ajustamento ainda é necessário.
Igualmente, recomenda maior protecção social para os países importadores com pouca margem fiscal, sobre os quais o FMI sugere a reorientação de gastos para apoios sociais mais eficientes e direccionados às populações vulneráveis. António David alertou para um “cenário pessimista”, caso o conflito no Médio Oriente se prolongue até 2027, o que poderia reduzir o PIB regional em 0,6% e acelerar a inflação em mais de 2 pontos percentuais em relação às previsões base.
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