São vinte os alunos com problemas auditivos de uma turma da escola do ensino especial do Rangel, em Luanda, que decidiram recusar os alimentos servidos diariamente na conhecida Escola Ginguba, onde estão temporariamente alocados, alegadamente por lhes fazerem mal
Cristóvão e Serafina são apontados pelos colegas, no grupo de dez raparigas e dez rapazes, como os primeiros a manifestarem-se com tal procedimento. Segundo eles, por terem sido acometidos com disenteria e dores estomacais e intestinais, na primeira e única ocasião que receberam a refeição escolar.
“Nós aceitamos comer a comida que vem servida por uma empresa aqui na escola, mas, quando regressámos para casa, começamos a passar muito mal, com algumas dores de barriga e diarreia”, fez saber Serafina, a partir de uma linguagem gestual, prontamente traduzida pelo professor Emílio, um dos instrutores da sala da 5.ª classe.
Por via da mesma linguagem não verbal, Cristóvão consentiu com a cena narrada pela colega e acrescentou, demonstrando que ele teve de se esforçar muito para encontrar um lugar apropriado para aliviar o estômago (defecar). Quando, no dia seguinte à referida ocorrência, os estudantes contaram aos colegas da turma encabeçada pelos docentes Emílio e Pedro Amado, o colectivo de alunos decidiu não aderir mais à oferta de alimentação diária.
POR: Alberto Bambi
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