Um paciente de 72 anos foi submetido com sucesso a uma cirurgia aberta de elevada complexidade no Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, numa intervenção conduzida integralmente por uma equipa médica angolana.
O doente foi diagnosticado com aneurisma da aorta abdominal infra-renal associado a aneurismas bilaterais das artérias ilíacas, com maior diâmetro de 7,6 centímetros.
De acordo com informações da unidade hospitalar, o paciente deu entrada no Banco de Urgência do hospital com um quadro de isquemia arterial aguda no membro inferior esquerdo, tendo sido identificada trombose do aneurisma da artéria ilíaca esquerda, situação que levou à indicação de uma cirurgia de urgência.
O procedimento consistiu na correção cirúrgica da patologia, com colocação de enxerto por prótese de Dacron, incluindo reconstrução aorto-ilíaca comum direita e aorto-femoral comum esquerda. A operação teve duração aproximada de cinco horas.
A intervenção foi liderada pelo cirurgião vascular e endovascular Dr. Leandro Pena, com participação da médica Dra. Saymara Depres e apoio de dois médicos internos das especialidades de Ortopedia e Cirurgia Geral.
Segundo o especialista, a cirurgia decorreu sem complicações relevantes durante o procedimento.
“A cirurgia decorreu conforme o planeado, sem intercorrências intraoperatórias relevantes, representando um resultado técnico altamente satisfatório”, afirmou.
Após a intervenção, o paciente permanece internado na Unidade de Cuidados Intensivos, consciente, hemodinamicamente estável e sob acompanhamento médico permanente.
O CHDCP destacou que o sucesso da operação representa um avanço significativo na capacidade técnica e científica dos profissionais de saúde angolanos, refletindo os investimentos realizados na formação especializada e na valorização do capital humano nacional.
Para Dr. Leandro Pena, o procedimento constitui um marco técnico e institucional para Angola.
“Trata-se de um procedimento de elevada complexidade, que exige planeamento rigoroso, experiência cirúrgica e forte articulação multidisciplinar. O seu sucesso demonstra a capacidade instalada da nossa instituição para tratar patologias vasculares complexas com segurança e qualidade”, sublinhou.
Formado pelo Estado angolano na República Federativa do Brasil, onde realizou seis anos de especialização, o médico considerou a operação particularmente simbólica por representar a aplicação prática, em território nacional, dos conhecimentos adquiridos no exterior.
A intervenção também marca a primeira cirurgia de grande porte realizada pelo especialista após a conclusão da sua formação, simbolizando o retorno do investimento público na qualificação de quadros nacionais e o fortalecimento do sistema de saúde angolano.









