Ministério da Construção, Urbanismo e Habitação não revela orçamentos relativos às “intervenções emergenciais” em Benguela, na sequência das cheias de 12 de Abril, tendo o titular do departamento ministerial, Carlos Alberto dos Santos, salientado que o que importa ainda é “salvar vidas”, ao afirmar que as construtoras também não perguntaram o custo das obras. Em relação à reconstrução e/ou reabilitação de casas dos sinistrados, governador de Benguela admite a não conclusão de “estudo”
Nessa altura, face aos prejuízos causados pelas cheias de 12 de Abril, alguns departamentos ministeriais correm atrás das contas, de modo a abrir os cordões à bolsa para a reposição de tudo quanto tenha sido danificado pelas águas. A título de exemplo, a nível da Energia e Águas, o ministro João Baptista Borges projecta 3 mil milhões de kwanzas para, fundamentalmente, repor condutas, postes, infra-estruturas destruídos e não só.
Entretanto, quando questionado por este jornal, o ministro da Construção, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos, cujo pelouro trabalha na reposição de diques, construção de pontes e outros danos estruturais, não conseguiu precisar orçamentos. “Nenhum sector intervém por si só. Há uma coordenação, um programa geral, do qual todos os sectores fazem parte”, vincou, ao esclarecer que as intervenções definitivas só as pode quantificar depois de resultados de “estudos e projectos”, remetendo esse exercício para o final do mês de Maio.
“Nesse momento, estamos a falar apenas das intervenções emergenciais”, refere. Governante também não revela custos relativos às aludidas intervenções. Apega-se à lei para sustentar que, quando se está perante esses factos – o de calamida- de -, mobilizam-se as empresas e “salvar vidas não tem custo”, assegurando que nenhuma das construtoras “perguntou-nos quanto é que custa”.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela









