Ressaltando a gastronomia local, o responsável da área do património destacou a “Feira do Cacusso”, realizada anualmente no mês de Maio, como um feito que se consolidou como um pilar do Turismo Cultural, promovendo o peixe ca cusso como principal fonte de rendimento e proteína da região.
Apesar de o “Mutombo” (base de bagre fumado e azeite de palma) ser o prato típico ancestral do Dande, o cacusso domina a mesa das populações contemporâneas.
“Embora o peixe Cacusso seja a base alimentar mais comum e o motor de receitas para as populações, o prato tradicional por excelência da região do Dande é o Mutombo (preparado à base de bagre seco/fuma do e azeite de palma) ”, realçou. Acrescentou que estas iniciativas visam não apenas a preservação culinária, mas também o fomento da empregabilidade e receitas lo cais.
Extinção das artes tradicionais
Outra preocupação apresentada pelo responsável do sector cultural da província tem que ver com as artes tradicionais, também conhecidas como “artesanais”.
O Bengo, fez saber o responsável, enfrenta o risco de desaparecimento de artes tradicionais, como a cestaria e a olaria, esta última já considerada extinta na região, de vido ao impacto de conflitos passa dos e à falta de transmissão de conhecimento entre gerações. “Nós, no Bengo, não temos fazedores de jarros de barro.
Aquele feijão zito na panela de barro, que nós dizíamos que é o melhor, já não exis te. Hoje podes ir a qualquer região do interior, não encontras nenhuma panela de barro. Isso significa que a arte desapareceu já há alguns anos”, lastimou o responsável.
Observou que os mais-velhos que sabiam executar acabaram por morrer, e os mais jovens, na ânsia da sobrevivência, preferiram procurar meios de subsistência muito mais fáceis de conseguir.









