Da parte do nosso interlocutor, ficámos a saber que a província do Bengo vive um momento de efervescência cultural, impulsionado por eventos como o “Caldo do Poeira”, que serve como um marco de celebração e homenagem às figuras emblemáticas da música local.
No âmbito musical, observa-se um resgate do Semba e da Kizomba, em detrimento de estilos como o Kuduro e o Rap, que do minavam anteriormente, sinalizando um retorno às raízes melódicas da região. Este movimento de resgate é fortalecido por festivais municipais que buscam identificar novos valores e talentos.
Apesar da concorrência de géneros modernos, a música folclórica mantém-se resiliente, com grupos como Vozes do Nambua desempenhando um papel crucial na trans missão de ritmos ancestrais, não obstante existir ainda um défice significativo na formação de bandas musicais estruturadas.
O responsável sublinhou igual mente que a província vive um mo mento de transição, onde a riqueza das tradições orais, musicais e coreográficas procuram novos espaços de afirmação através do asso ciativismo e da celebração de datas históricas.
Salientou que o sucesso desta dinâmica depende da modernização das infra-estruturas museológicas e da continuidade do apoio aos grupos que preservam a autenticidade cultural nas zonas rurais.









