A província do Bengo, também conhecida como “Terra do Jacaré Bangão”, celebrou, recentemente, 46 anos de existência e, no calor das celebrações, a província vive um momento de efervescência cultural. Desafios, projecções a longo, médio e curto prazo, anseios e oportunidades são alguns dos itens que o Governo Provincial tem em carteira para alavancar o sector cultural daquela terra
O Bengo está a demonstrar uma vitalidade cultural resiliente, sustentada pelo empenho em educar as novas gerações sob os valores da identidade local. Com projectos ambiciosos e que aspiram grandes realizações, a província quer resgatar a sua mística cultural e tornar-se num verdadeiro celeiro artístico do país.
Entretanto, a sustentabilidade deste progresso depende da criação de centros culturais e da protecção rigorosa do património histórico e da integridade das instituições tradicionais contra influências externas e oportunismos financeiros.
A nossa passagem pela Terra do Jaca ré Bangão, por ocasião das festividades do 46.º aniversário, permitiu-nos obter informações detalhadas e uma visão ampla sobre o processo evolutivo no cenário local, e perceber, de facto, o que está a ser feito para o resgate, preservação da identidade local e os de safios infra-estruturais da província.
Para melhor retratar de forma genérica este panorama, abordamos o Chefe de Departamento de Património Histórico e Autoridades Tradicionais da Direcção Provincial da Cultura e Turismo local, Luís Caquenda.
Sector cultural regista crescimento
A conversa com o responsável incidiu sobre o actual cenário, nos projectos futuros, desde o crescimento das artes cénicas, nos eventos gastronómicos, na música, na dança, na literatura, até os riscos de desaparecimento de tradições ancestrais e a necessidade de infra-estruturas culturais.
Confiante nos resultados, Luís Caquenda garantiu que o sector cultural na província do Bengo tem registado um crescimento exponencial, impulsionado por festivais municipais e pela formação artística, com desafios e oportunidades.
O teatro, em particular, vive um momento de grande expansão, contando actualmente com 47 grupos activos, com maior incidência no município do Dande.
Este dinamismo, segundo Luís Caquenda, é impulsionado por instituições como o CEFOMAC (Escola de Artes Cénicas) e por intercâmbios internacionais, como a recente visita de grupos de Moçambique.
No campo das artes plásticas, o responsável destacou o surgimento do Centro “A Trend Center”, preenchendo uma lacuna histórica na formação de jovens, que têm ganhado espaço na consciência familiar, com alta procura por vagas nesta instituição e artes cénicas.









