Com a obra intitulada “Mujikulu”, o artista plástico Adriano João Gaspar sagrou-se grande vencedor da XVIII edição do Prémio ENSA-Arte 2026, na categoria de pintura. Feita de tinta sobre tela, a obra retrata a imagem de uma jovem mulher que, com a mão segurando a face, coloca-se a reflectir sobre as suas vivências e recorda os conselhos deixados pela sua sábia avó
Natural de Luanda e actualmente a residir em Viana, Estalagem, Adriano Gaspar diz que a sua obra é inspirada na história real da sua própria vida e de pessoas próximas, combinando ficção e intros pecção para expressar a profundi dade da sua arte.
Destacou que a conquista é fruto de muita resiliência e consistência, visto que já vem participando do prémio há mais de oito edições consecutivas.
“Este prémio representa o sacrifício árduo, a minha luta e resiliência depois de vários anos a concorrer neste prémio; e hoje final mente veio a conquista. É uma alegria enorme”, expressou o jovem, emocionado, enquanto segurava o prémio.
Com o feito alcançado, além do objecto simbólico que representa o prémio físico, Adriano Gaspar será agraciado com uma quantia monetária em torno de 6 milhões de kwanzas, como consta do regulamento da premiação.
Já na categoria de grande prémio de escultura, o contemplado foi o artista Mayomona Vua, que se sagrou grande vencedor com a obra “Bocas abertas: protestos sobre a fome”.
O mesmo foi também o segundo classificado na categoria de pintura, com a obra “O grande legado cultural de uma nação”, uma obra profunda, expressiva e reflexiva, que combina criatividade, ilustração e, ao mesmo tempo, lança uma crítica sociocultural.
Ao falar à imprensa após a cerimónia de outorga, o artista frisou que o facto de ter visto já suas obras se rem selecionadas para a fase final do concurso já tinha representa do uma grande conquista para si, sendo os prémios o consumar de um trabalho feito com foco, entrega, dedicação e disciplina.
Ressaltou que não esperava ser distinguido em duas categorias; entretanto, a conquista é, para si, motivo para continuar a trabalhar com maior rigor e entrega.
“Não esperava ser vencedor justa mente de dois prémios, talvez um ainda eu arriscava, mas dois nunca me passou pela cabeça; todavia, graças a Deus, as bênçãos foram multiplicadas e só devo agradecer por isso”, manifestou.
Frutos dos prémios conquista dos, Mayomona vai ser contemplado com uma quantia financeira em torno de 9 milhões e 500 mil kwanzas, sendo seis milhões referentes ao prémio de escultura e três milhões e quinhentos referentes ao segundo lugar na categoria de pintura.









