O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, inaugurou, nesta quarta-feira, 29, o Sistema de Abastecimento de Água do Chitado, uma infra-estrutura considerada estruturante para a província do Cunene, que prevê beneficiar cerca de 50 mil habitantes.
A cerimónia de inauguração contou com a presença da governadora da província do Cunene, Gerdina Ulipamue Didalelwa, e do secretário de Estado para as Águas, António Belsa da Costa.
Segundo as autoridades, a entrada em funcionamento do sistema representa um passo importante na política de universalização do acesso à água potável, enquadrando-se nos esforços de redução das assimetrias regionais e melhoria das condições de vida das populações.
O Sistema de Abastecimento de Água do Chitado foi concebido para servir cerca de 50 mil habitantes, com impacto directo na saúde pública, na redução de doenças de origem hídrica, no aumento da produtividade local e na melhoria do bem-estar das famílias.
A infra-estrutura integra uma moderna estação de captação no Rio Cunene, com sistema de bombagem de água bruta, bem como unidades de armazenamento, tratamento e distribuição, assegurando padrões de eficiência e segurança operacional.
O projecto inclui ainda um Centro de Reserva de Água Bruta e um Centro de Tratamento e Distribuição, preparados para garantir fornecimento contínuo e responder ao crescimento futuro da população.
No capítulo da distribuição, o sistema dispõe de 5,9 quilómetros de rede adutora, 6,6 quilómetros de rede de distribuição, 2.516 ligações domiciliárias e 59 chafarizes públicos, ampliando o acesso da água às comunidades e zonas sem ligações directas.
No apoio à actividade económica local, foram instalados bebedouros com capacidade para até 5.000 cabeças de gado, reforçando o suporte ao sector pecuário, considerado estratégico para a economia do sul de Angola.
Durante a fase de execução, o projecto gerou mais de 180 empregos directos, contribuindo para a dinamização da economia local e para a criação de oportunidades de trabalho na região.
A infra-estrutura é apresentada como um símbolo de presença do Estado, promoção da coesão territorial e reforço da justiça social, no quadro do desenvolvimento equilibrado do país.









