Caro coordenador do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima Quinta-feira! Sou leitor assíduo do vosso jornal. Acho que há alguns dias li aqui no vosso espaço que o lixo invade os Zangos sob o olhar silencioso do Governo Provincial de Icolo e Bengo. Em tudo quanto é passeio há lixo.
Não há contentores. Onde há contentores, há lixo no chão. Não se recolhe. As razões quase que os munícipes sabem à boca pequena. O contrato com as operadoras terá sido rompido.
O governador provincial, Auzílio Jacob, e os seus administradores comunais e municipais já deviam publicamente aparecer e explicar o que se está a passar. Sem exagero, há muitas moscas por Icolo e Bengo e arredores. Daqui a pouco chega o frio e, depois, já sabemos o que virá a seguir: cólera, paludismo e outras doenças.
Nota-se um desleixo grande das autoridades. As razões, a própria razão desconhece. Nem já os animais, às vezes são melhor tratados do que os próprios cidadãos. Até em pontos em que não se esperava por isso, também há bastante lixo. As pessoas não sabem o que fazer.
Os Zangos estão total ou parcialmente a precisar de ajuda. Não é digno colocar as pessoas no cenário em que se encontram nos Zangos e depois dizer-se publicamente, como se está acostumado, que está tudo bem. É mentira! Vão para os locais de maior concentração populacional. O cenário é gritante. Está demais!
POR: Armindo Njungo, Zango 0









