Os especialistas ouvidos pelo OPAÍS alertam que a economia angolana precisa crescer acima de 3,3% por ano para melhorar o sistema económico nacional em combinação com o crescimento da população (cerca de 3%); entretanto, consideram que as projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que apontam em alta o crescimento da economia nacional, podem ser consideradas indicadores positivos
Com uma da taxa de crescimento populacional a rondar 3% ao ano e uma economia a crescer apenas 2,3%, segundo as mais recentes projecções do FMI, especialistas entendem ser ainda um crescimento negativo. O economista António Celestino afirmou que um crescimento económico que se aproxima ao ritmo da taxa de crescimento da população pode ser um indicador positivo, mas que ainda não atende às necessidades tremendas das populações.
Defende que o Estado deve olhar para a questão das assimetrias regionais, por entender que Luanda continua a ser a província mais pressionada. “O FMI não é a única instituição que faz previsões, há outras, como o Banco Mundial, embora seja a mais séria e a mais tida em conta. Sou apologista da desconcentração da moldura humana, sobretudo quando se realizam os concursos públicos e na distribuição de habitações para que os jovens se instalem nas demais províncias”, disse.
Crescimento real depende da divisão do PIB
Por sua vez, o economista e investigador Agostinho Mateus afirmou que a melhor forma de medir a pobreza ou a riqueza de um país não é pelo tamanho total da sua economia, ou crescimento de percentagens, mas pelo PIB, ou seja, o valor da produção dividido pelo número de habitantes.
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