A província do Namibe perde, trimestralmen-te, 25 a 28 milhões de kwanzas devido à prática de pesca ilegal, segundo o presidente da Associação de Cooperativas de Pesca Artesanal, José Vata
Em declarações ao jornal OPAÍS, José Vata informou que Namibe continua a enfrentar desafios no combate à pesca ilegal, sendo que muitos pescadores insistem, ainda, em trabalhar com instrumentos proibidos por lei para a captura do peixe. O profissional do sector das pescas explica que determinados pescadores que não são controlados, sobretudo, pela Associação de Cooperativas, exercem a actividade com redes de arrastos e em zonasproibidas pelo Governo.
Segundo José Vata, os supostos prevaricadores, ao invés de utilizarem redes maiores, recorrem a redes muito finas, como de número 2 a 8, deixando de lado a rede de malha 80, recomendável para o exercício da pesca no país. “Actualmente, muitos pescadores estão a utilizar a malha número 7, 2,5, que são redes muito finas que permitem capturar todo tipo de peixe miúdo”, denunciou.
Para José Vata, o facto constitui uma preocupação muito grande para o Namibe, o que tem levado o Estado a perder, trimestralmente, mais de 25 milhões de kwanzas.O responsável defende a intensificação das medidas de fiscalização para o melhor combate à pesca ilegal a nível do Namibe, reconhecendo o trabalho que o Ministério das Pescas e Recursos Marinhos já tem feito para conter a situação.
POR: Adelino Kamongua
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