O agente, produtor, curador e director- geral do ELA- Espaço Luanda Arte, Dominick Maia, advogou a importância de se estruturar melhor os projectos culturais, tanto do ponto de vista financeiro, como estratégico, para melhor alavancar o sector cultural e torná-lo num catalisa dor da economia nacional
Ao falar para este jornal, após a sua participação no recém-realizado workshop sobre Finanças, Marketing e Psicologia Aplicadas às Indústrias Culturais, que teve lugar no Palácio de Ferro, ressaltou que o talento, por si, não é suficiente, advogando a necessidade de criação de bases sólidas, sustentadas em boas práticas e comunitárias.
Dominick Maia disse que no sector cultural é preciso que as pessoas trabalhem como um arquipélago, e não como ilhas, se paradas umas das outras, para que os projectos possam crescer e perdurar.
“É preciso perceber que a criação artística precisa de ser acompanhada por ferramentas de gestão e posiciona mento para ganhar valor, credibilidade e sustentabilidade”, realçou o também empresário cultural.
Questionado quanto à visão que teve sobre o valor do posicionamento nas indústrias culturais, considerou que é, hoje, um dos factores mais de terminantes no sucesso de qual quer agente cultural.
Dominick disse tratar-se de um assunto que despertou muitos dos jovens presentes para a necessidade de pensarem não só o que fazem, mas como se apresentam, como comunicam e como se diferenciam no mercado.
Para si, seria interessante aprofundar temas como modelos de financiamento no contexto angolano, a criação de um fundo para as artes, a internacionalização e a construção de redes.
A par de tudo isso, acrescentou, também seria importante incluir mais estudos de caso lo cais, para criar maior identificação com a realidade de participantes em eventos que visam impulsionar o sector cultural e não só.
O agente disse ser cada vez mais notório o interesse genuíno de muitos jovens em aprender e evoluir nas diferentes áreas de actuação, o que para si é bastante positivo.
“Arte também é amor e identida de” Dominick Maia foi um dos convidados especiais do workshop sobre Finanças, Marketing e Psicologia Aplicadas às Indústrias Culturais, realizada no Palácio de Ferro, no dia 08 do corrente mês.
Questionado a comentar sobre a sua participação neste evento, o produtor artístico destacou que a “Arte também é amor e identidade, e podemos incentivar o investimento em arte e cultura por parte dos angolanos, sejam pessoas físicas ou colectivas”.
Ressaltou que é essencial apostar no investimento cultural para se poder resgatar “o sucesso de um futuro melhor e mais sustentável para as artes plásticas e visuais em Angola”, disse.
Breve histórico de Dominick Maia: Curador, produtor, galerista, coordenador dum Programa de Residências Artísticas e Coleccionador, Dominik Maia Tanner nasceu em Londres em 1973, viveu e estudou entre Moçambique, Portugal e Reino Unido até 1998.
Vive em Angola desde 2009, onde tem desenvolvido vários trabalhos pioneiros e projectos promocionais nas artes e cultura nacionais enquanto coach e mentor.









