A iniciativa visa responder à demanda que se vem registando ultimamente nas diferentes áreas no domínio artístico de modo a proporcionar um serviço digno e confortável ao público apreciador das artes no geral e fazer da comunidade local um espaço de aprendizado mútuo e contínuo
Localizado na Camama-1, zona adjacente à Cidade Universitária, município de Talatona, em Luanda, o Ateliê de artes plásticas Dom Sebas Cassule quer estender o seu raio de acção para outras disciplinas artísticas, como a literatura, o teatro, a dança, a música, a serigrafia, entre outras, de modo a cumprir os objectivos para qual foi concebido.
Numa zona onde as atenções e aspirações estão voltadas para a formação académica, com o pólo central da Universidade Agostinho Neto (UAN) a ser a maior referência para os jovens, o espaço voltado especialmente para a formação técnico-artística tenta se impor e fazer o diferencial na dinâmica da comunidade.
Para dar maior sustentação ao projecto, o Ateliê e Estúdio Dom Sebas Cassule está a ser alvo de obras de restauro e ampliação ao nível estrutural, passando, neste momento, a funcionar a “meio gás” para questões pontuais.
O anfitrião e mentor do projecto, Dom Sebas Cassule, disse à nossa reportagem que as intervenções em curso no referido espaço visam conferir-lhe melhor visibilidade, maior comodidade e garantir a integração de novas disciplinas artísticas sem constrangimentos.
Avançou que estão a ser feitas melhorias significativas na infra-estrutura urbana para permitir a prática artística comunitária, tendo como foco central a utilização da arte e a Residência Artística como ferramentas de transformação social, segurança e educação não-formal para jovens, crianças e adultos.
A proposta do Ateliê vai além da estética, abrange também a área social, sugerindo que a revitalização urbana, que inclui o reaproveitamento de objectos reciclados para transformá-los em peças de arte, contribui directamente para a saúde pública (como a eliminação de mosquitos) e a erradicação do vandalismo.
O objectivo final é criar um modelo de intervenção que possa ser replicado por outros artistas e ateliês em diferentes comunidades, como avançou o mentor. “O foco é a análise da realidade local para transformar a comunidade educativa num espaço de aprendizado mútuo e formação de cidadãos conscientes”, realçou.
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