O comité permanente da comissão política da unita deu nota, neste fim-de-semana, da entrega ao Presidente da República da sua proposta de “pacto para a Estabilidade e Reconciliação Nacional”, ao mesmo tempo em que teceu duras críticas às recentes declarações públicas relacionadas com a morte do seu líder fundador, Jonas Malheiro Savimbi
Em declaração tornada pública, o maior partido da oposição realça que “reafirma o seu compromisso firme e inabalável” com a paz, a democracia e a Reconciliação Nacional, defendendo a necessidade de um entendimento alargado entre as forças políticas e sociais para consolidar a estabilidade no país.
Neste quadro, informa que, no dia 10 de Abril, Sexta-feira, submeteu formalmente ao Titular do Poder Executivo a proposta do referido pacto, que apresentou como um contributo concreto com vista a reforçar a unidade nacional. No plano político, o documento manifesta uma preocupação com declarações recentes de um general cujo nome não foi revelado, feitas em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), que, segundo a UNITA, “não contribuem para a consolidação da paz”, por alimentarem divisões e reabrirem feridas históricas ligadas ao conflito armado.
O Comité Permanente da UNITA questiona ainda o significado das condecorações atribuídas no âmbito das celebrações dos 50 anos da Independência, bem como “a orientação política do Presidente da República”, ao criticar o que considera serem “actos de intoxicação das mentes” promovidos “por estruturas ligadas à Presidência”.









