Os 24 anos de paz e reconciliação nacional continuam a ser motivo de reflexão de actores nas distintas manifestações artísticas, desde as artes plásticas, a música, a literatura, a dança, só para citar algumas
Unidos com o mesmo objectivo, mas diferentes nas suas maneiras de observar e concluir os seus pontos de vista, cada interveniente enfatizou as conquistas registas durante este período nos domínios das artes visuais e plásticas, na música e na literatura.
Neste breve apontamento sobre as conquistas alcançadas, confidenciou-nos a artista plástica e docente de arte, Marisa Kingica, que fazendo uma retrospectiva, disse notar que esta tranquilidade, nestes 24 anos, trouxe a nível nacional imensos benefícios nas artes que se vão consolidando a cada dia com o em penho dos fazedores e todos quantos a abraçam.
Porém, a sua maior intenção era poder festejar o dia da Paz e Reconciliação Nacional com uma ampla reflexão com os veteranos artistas para retratar o percurso das artes no país e saber onde estão e para onde vão, numa conversa abrangente partilhando história de como eram as artes nos idos anos 60 antes da Independência.
Marisa que, por sinal, é uma sobre vivente das artes plásticas, referiu que, actualmente, as artes têm sido muito bem representadas pelo Núcleo de Artistas Emergentes, através das suas acções, vão expandindo as suas obras, fazendo renascer cada vez mais em todo o território nacional e não só, talentos que vão representando o país pelo mundo afora, o que nunca antes aconteceu.
A artista admitiu que, para se chegar a este nível, se precisava de muita estrada, mas hoje, com o aparecimento das Mídias, tudo tem sido muito simplificado. Marisa destacou também a necessidade de incentivar os jovens e as comunidades o gosto pelas artes visuais e plásticas, impulsionando-os através de programas que possam auxiliar tais necessidades.
A consagração espiritual entre angolanos por sua vez, o músico
Dom Caetano, ao reflectir sobre os 24 anos de Paz e Reconciliação Nacional e as conquistas no domínio da música, destacou a concentração e piritual entre os angolanos, a convivência, um feito importante, levando a um maior entendimento os agentes e políticos de vários parti dos no país.
Já no que à produção musical diz respeito, referiu que foi possível durante o período da paz registar um aumento considerável, permitindo maior interacção entre as pessoas. Dom Caetano recordou que os artistas tiveram mais liberdade de perceber o ponto de vista das suas condições e melhor sensibilizar as populações. “Foi possível, os artistas, durante esse período, terem uma maior inserção na vida social com as suas intervenções, acho muito benéfico”, enfatizou.
O músico referiu igualmente que gostaria de celebrar os 24 anos da Paz da mesma forma como o fizeram nos 50 anos da Independência, tendo sublinhado que os artistas angolanos não podem viver de lamentos e contemplações a to do momento, devendo estar dentro do trabalho que está a ser feito.
Dom Caetano defendeu ainda que o Ministério da Cultura deve criar uma comissão interministerial para poder tratar desta programação comemorativa. “Os artistas angolanos não podem viver de lamentos e contemplações a toda hora e a todo momento. Têm que estar por dentro do trabalho que está a ser feito”, realçou.
Para os artistas e intervenientes do sector cultural, a paz não é apenas o calar das armas, é também, sobre tudo, a aposta no desenvolvimento e na prosperidade que deve se reflectir em todos os sectores, desde a educação, saúde, segurança e tranquilidade pública, na cultura, no desporto, na economia, na política e nos mais variados sectores do país.








