A China anunciou que vai reforçar a “coordenação estratégica” com o Paquistão sobre a crise no Irão, defendendo diálogo e um cessar fogo, durante uma visita do chefe da diplomacia paquistanesa a Beijing, reporta a Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros chi nês, Wang Yi, reuniu-se com o homólogo paquistanês, Ishaq Dar, na Terça-feira, para discutir formas de reduzir as tensões regionais e lançar uma iniciativa conjunta de cinco pontos destinada a restaurar a estabilidade no Golfo Pérsico e no Médio Oriente.
O plano inclui um apelo a um cessar-fogo imediato, à suspensão de ataques contra civis e infra-estruturas críticas — como instalações energéticas e de dessalinização — e à reabertura do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global de energia.
A via marítima tem sido afectada por um bloqueio de facto por par te de Teerão, em resposta a ataques conjuntos dos Estados Uni dos e de Israel iniciados a 28 de Fevereiro, que perturbaram cadeias de abastecimento e os mercados petrolíferos.
Segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi sublinhou que um cessar-fogo é essencial para evitar a propagação do conflito, reduzir vítimas e garantir a segurança das cadeias globais de energia.
“A China está disposta a trabalhar com o Paquistão para ultrapassar dificuldades, eliminar interferências, travar o conflito o mais rapidamente possível e abrir uma janela para negociações de paz”, afirmou.
Ishaq Dar agradeceu o apoio chi nês aos esforços de mediação de Islamabad, salientando que o conflito está a afectar de forma particular os países em desenvolvimento.








