Ontem tive da queles momen tos simples… mas que ficam. Ia no carro com a Micaela, a Raiana e a Keke. A viagem seguia leve, com conversa solta, risadas sinceras, daquelas que não precisam de motivo muito elaborado. A certa altura, surgiu uma dúvida curiosa.
A dificuldade que muita gente tem, tanto estrangeiros como até nós, angolanos, em saber quando usar “em”, “na” ou “no” ao falar das províncias. Em Luanda, no Namibe, na Huíla. E ali começou tudo. A Micaela, com aquela naturalidade de quem não está a tentar explicar… mas simplesmente a sentir, disse: “Para mim, Benguela é mulher… daquelas morenas, bronzeadas, que adoram praia.” E pronto.
A conversa mudou de nível. As outras entraram na brincadeira, concordaram, acrescentaram detalhes, e começaram a olhar para as províncias como se fossem pessoas. A Raiana disse que o Cuanza Sul era homem.
A Keke olhou para o Uíge e também viu ali uma energia masculina. E assim, no meio de gargalha das, foram passando pelas províncias, atribuindo género, personalidade, quase como se estivessem a dar vida ao mapa.








