A primeira ronda da campanha de vacinação contra a poliomielite, que arrancou no dia 26, e terminou no dia 28 do corrente mês, teve o dia de ontem, domingo, reservado para a repostagem. Para a campanha, de âmbito nacional, a província de Luanda vacinou aproximadamente 1.950.000 crianças dos 0 aos 5 anos
É a primeira campanha contra a pólio este ano. A segunda vai acontecer no mês de Maio, para garantir que a criança esteja completamente vacinada e protegida, porque uma dose não dá imunidade suficiente. A chefe de secção de cuidados primários, a nível da província de Luanda, afirmou que, a nível nacional, tem no meio ambiente o vírus circulante da pólio. A criança pode apanhar a doença quando o vírus entra pela boca e se instala no intestino, por isso, se a criança não tiver defesas, ela é acometida pela doença.
“O vírus da pólio é um vírus que pode levar a criança à paralisia. Infelizmente, não existe uma cirurgia, um medicamento que possa reverter o quadro para que a criança possa ser a mesma antes da situação em que ela ficou paralisada. Porém, temos no sistema nacional, e não só na rotina, a vacina, de carácter obrigatório. A criança deve tomar independentemente do seu estado vacinal”, alertou Felismina Neto.
Esclareceu que a vacina é pólio, a rotina também tem pólio, mas, apesar dos nomes serem pólio, elas são completamente diferentes. Cada uma delas vai actuar na sua zona de importância: a vacina da campanha é para responder à situação do surto que o país, ou Luanda, está a viver no momento. De acordo com Felismina Neto, Angola importou o vírus da RDC e, consequentemente, exportou o vírus para a Namíbia. Daí que já se realizou uma campanha sincronizada com esses dois países e com as províncias que importaram e exportaram o vírus.








