O secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, defendeu, nesta sexta-feira (27), a necessidade de uma comunicação institucional mais próxima dos cidadãos, mais clara na linguagem e alinhada com os desafios do digital, sublinhando o seu papel estratégico na governação.
Segundo o responsável do sector da comunicação social, que falava aos jornalistas à margem do IV Conselho Consultivo que hoje centra-se em encontros metodológicos, estas reuniões visam reforçar a articulação entre os diferentes actores do ecossistema de comunicação do Executivo, que integra desde os gabinetes centrais até às estruturas provinciais e municipais, incluindo empresas públicas.
Segundo Nuno Caldas, este ecossistema actua em duas frentes: na comunicação interna, voltada ao território nacional, e a comunicação externa, assegurada sobretudo pelos adidos nas missões diplomáticas.
“Os adidos dão corpo à comunicação institucional externa, através das embaixadas e também por via de parcerias estratégicas com agências internacionais”, referiu.
Já no plano interno, o foco recai sobre os desafios actuais da comunicação social, com destaque para o impacto das novas tecnologias.
O secretário de Estado reconheceu que o crescimento do acesso à internet, sobretudo entre os jovens, exige uma mudança de abordagem.
“Precisamos de uma comunicação mais empática, que fale a linguagem da juventude e que esteja presente nos canais mais usados, como as redes sociais”, afirmou.
O governante destacou ainda que o país enfrenta um ano “desafiante”, marcado por grandes eventos e intensa actividade governativa, o que exige maior coordenação na comunicação institucional. Nesse sentido, apontou a necessidade de harmonizar mensagens, padronizar procedimentos e promover uma comunicação mais humanizada.
“Os dirigentes devem estar mais próximos dos seus funcionários e dos cidadãos. A forma como comunicamos os programas e acções do Governo influencia directamente a percepção pública”, frisou.
Questionado sobre as limitações enfrentadas por alguns órgãos locais, sobretudo em termos de meios técnicos, Nuno Caldas reconheceu os constrangimentos, mas sublinhou que a comunicação deve ser encarada como prioridade estratégica.
“Hoje, governar é comunicar e comunicar é governar. As administrações municipais e os governos provinciais precisam de condições para dar visibilidade às suas acções e responder rapidamente a qualquer ruído de comunicação”, disse.








