Nossa Seguros BFA Expo_Huambo BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Qua, 26 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Perigo é usar quase tudo para consumo corrente do Estado

Jornal OPaís por Jornal OPaís
27 de Março, 2026
Em Opinião

Angola deve tratar estes 2,5 mil milhões como uma oportunidade rara, mas também como uma dívida que precisa gerar crescimento, receita fiscal e emprego suficientes para ser paga sem agravar a fragilidade externa do país. Quadro estratégico: o que este dinheiro é e o que não é. – É dívida em moeda forte, com maturidades de 7 e 11 anos e juros mais baixos que emissões anteriores, o que reduz a pressão de serviço da dívida no curto prazo, mas continua a ser obrigação pesada para o futuro.

– O próprio Governo indicou que a finalidade principal é apoiar a execução do OGE 2026 e regularizar responsabilidades financeiras pendentes, ou seja, há uma dimensão orçamental (tapar buracos) e outra de gestão de passivos (melhorar o perfil da dívida). – Portanto, o uso prudente passa, primeiro, por estabilizar finanças públicas; depois, por transformar o espaço fiscal libertado em investimento produtivo e reformas que aumentem o crescimento potencial. Primeiro pilar: gestão da dívida e estabilidade macro Como economista, o primeiro uso responsável é “arrumar a casa” financeira, para reduzir risco de crise de pagamentos.

Regularizar atrasados internos e externos de forma seletiva.

– Pagar dívidas do Estado a fornecedores nacionais com maior impacto em cadeia (PME, construtoras com obras em curso, fornecimento de bens essenciais), ajudando a destravar crédito e emprego. – Priorizar pagamentos externos que possam prejudicar rating, acesso a financiamento e projetos estratégicos se não forem honrados.

Reperfilar dívida cara com dívida mais barata

– Usar parte dos recursos para recomprar ou refinanciar títulos antigos com cupões mais elevados, alongando prazos médios e reduzindo o custo médio da dívida pública. – Isto consolida a credibilidade que permitiu emitir com “taxas favoráveis” num ambiente internacional hostil e prepara futuras emissões em melhores condições. 3. Reforçar reservas cambiais e garantir estabilidade do Kwanza (indiretamente) – Embora o anúncio seja focado no financiamento do OGE, uma parte pode, via gestão do Tesouro/BNA, reforçar a posição externa e mitigar choques de termos de troca (petróleo) e de geopolítica (guerra no Médio Oriente).

– Estabilidade cambial mais previsível reduz inflação importada, melhora o ambiente de negócios e protege o poder de compra das famílias. Segundo pilar: transformar espaço fiscal em desenvolvimento (na prática) O perigo é usar quase tudo para consumo corrente do Estado. Como economista, a recomendação é vincular, política e tecnicamente, uma parcela relevante do “alívio” que esta emissão cria a investimentos e reformas com alto multiplicador do PIB e do emprego.

Algumas linhas prioritárias:

1. Infra-estruturas económicas com efeito catalisador Apoio a sectores não petrolíferos com maior potencial de exportação e emprego 3. Capital humano e inclusão produtiva da juventude 4. Ambiente de negócios e reformas estruturais Exemplos práticos de aplicação coerente – Se uma parte dos 2,5 mil m lhões for usada para pagar atrasados internos, isso ajuda a reanimar o sector privado; se o Estado, em paralelo, abrir concursos para PPP em logística ou energia, esses mesmos fornecedores podem concorrer em melhores condições.

– Se outra parte servir para refinanciar dívida cara, a poupança anual em juros pode ser “carimbada” para financiar programas de formação técnica e incentivos fiscais sectoriais, de modo a não se perder no consumo corrente geral do OGE. Terceiro pilar: garantir que o dinheiro “não se perde” A chave não é só onde gastar, mas como gastar. – Criar um quadro de governação e transparência específico para o uso destes fundos: relatórios públicos trimestrais sobre aplicação, metas físicas (km de estrada, MW de energia, número de jovens formados) e impactos esperados.

– Reforçar instituições de supervisão (Tribunal de Contas, inspeções, sistemas de contratação pública) para minimizar desvios e sobrecustos, aumentando a confiança dos investidores internacionais que já demonstraram abertura ao país. Na prática, a melhor forma de aplicar estes 2,5 mil milhões é combinar: – consolidação orçamental e redução de riscos de liquidez, – investimento direcionado em infraestruturas produtivas e sectores com alto potencial de exportação e emprego, – reformas institucionais e de capital humano que aumentem a produtividade e a confiança.

POR: DIOGENES LENGA

Recomendado Para Si

É de hoje… É como buscar agulha num palheiro!

por Dani Costa
26 de Agosto, 2026

Quase todos os dias, quando cruzamos com algum conhecido, independentemente da função que exerça, é indiscutível a percepção destes em...

Ler maisDetails

Editorial: CNTI em Luanda

por Jornal OPaís
26 de Agosto, 2026

O centro Nacional de Tecnologias de Informação (CNTI) é uma infra-estrutura estratégica. Tem a missão de reforçar a segurança dos...

Ler maisDetails

A ponte que ainda não atravessamos

por Jornal OPaís
25 de Agosto, 2026

U ma ponte pode estar concluída no desenho, aprovada no orçamento e inaugurada diante das câmaras. Pode receber um nome...

Ler maisDetails

Gilberto “Gibelé” está de volta?

por Mário Silva
25 de Agosto, 2026

Em apenas dois jogos disputados na temporada futebolística 2026/2027, um para a Supertaça e outro para o Girabola, o avançado...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Ministério do Interior disponibiliza consulta do estado das inscrições do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo do Cuanza-Norte abre concurso público para preenchimento de 221 vagas

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • 1º de Agosto entra com o pé direito no Girabola 2026/2027

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ministério da Saúde envia 21 profissionais para formação no Brasil e em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.