O escritor, jornalista e dramaturgo angolano José Mena Abrantes sagrou-se o grande vencedor do Prémio Literário Guerra Junqueiro, edição 2025, anunciou, nesta Terça-feira, 24, a Academia Angolana de Letras, em comunicado
Na nota, citada pela Televisão Pública de Angola, a Academia Angolana de Letras felicitou o escritor e dramaturgo pela conquis ta, destacando o seu contributo na cultura nacional, especial mente na literatura e no teatro. Instituído em 2017 pela Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta (Portugal), o Prémio Literário Guerra Junqueiro homenageia o poeta português e promove a literatura no vasto espaço da lusofonia.
O prémio foca em autores que fortalecem laços culturais nos países de língua portuguesa, com edições dedicadas à Lusofonia e a novos ta lentos. A distinção de José Mena Abrantes, segundo a nota, reforça o prestígio da literatura angolana no panorama internacional e reitera o papel de Angola como referência literária no espaço lusófono e na literatura mundial.
Trajectória de Mena Abrantes
Nascido em Malanje, a 11 de Janeiro de 1945, José Mena Abrantes é um jornalista, dramaturgo, diretor e escritor de ficção, teatro e poesia an golano. Licenciado em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, exerce a profissão de jornalista desde 1975, com colaboração em vários órgãos de informação angolanos, portugueses, franceses e moçambicanos.
É membro da União dos Escritores Angolanos há mais de 40 anos. Embora seja uma figura ligada à cultura e à comunicação de várias maneiras, José Mena Abrantes é popularmente conhecido por sua inclinação ao teatro. Dramaturgo genuíno, é um dos nomes mais sonantes da criação, difusão e valorização do teatro angolano, sendo inúmeras vezes distinguido e homenageado pelos fazedores desta arte cénica.
Prémios e Distinções
Como poeta e contista, recebeu por três vezes o Prémio Sonangol de Literatura, máximo galardão da literatura angolana da actualidade, com as obras “Ana, Zé e os Escravos” (1986), “Meninos” (1990) e “Caminhos Des-encantados” (1994). Obteve ainda Menção Honrosa no Concurso Sonangol de Literatura com a obra “O Gravador de Ilusões” (antes “O Pião”), de 1990, e “Se queira, Luís Lopes ou O mulato dos prodígios’’, de 1991.
Conquistou o 1.º Prémio de Poesia (ex-aequo) dos Jogos Florais de Caxinde por “Objectos Musicais”, Prémio PALOp’s do Livro em Língua Portuguesa (2.º lugar) em São Tomé e Príncipe com a obra “Na Curva do Cão Morto” e tantas outras distinções nacionais.
Ainda em 205 foi condecorado pelo Presidente da República, no âmbito das celebrações dos 50 anos de Independência Nacional, em reconhecimento do seu contributo em prol da cultura angolana.








