O escritor e promotor do projecto cultural “Arte dos Sonhos em Voz Alta”, Tatório Kaholo, manifestou a continuidade no resgate e preservação do género musical trova, integrando-o organicamente com a poesia. A intenção é, entre outras, criar um laboratório artístico para jovens melhorarem suas performances poéticas e textuais através do referido projecto cultural
O projecto, que já existe há quase cinco anos, celebrou com sucesso, no último fim-de semana, a sua quarta edição, no emblemático Palácio de Fer ro, na baixa de Luanda, consolidando-se como um espaço vital para a literatura e a performance artística em Angola.
Através do recente recital “Sonhos em Voz Alta”, a iniciativa procura integrar a declamação poética e a música trova no roteiro cultural de Luanda, promovendo o intercâmbio entre gerações de artistas.
Na qualidade de mentor do projecto, Tatório Kaholo afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal OPAÍS, que o projecto é uma iniciativa que visa incentivar o gosto pela literatura angolana e mundial, com foco especial na arte da declamação e na música trova.
“A Arte da Palavra: Sonhos em Voz Alta” é uma iniciativa cultural de declamação e música trova no Palácio de Ferro, visando fomentar o gosto pela literatura angolana e mundial através da performance ao vivo”, realçou.
O interlocutor referiu que já está a preparar a 5.ª edição do evento, que estará focada na “Arte como Elemento de Trans formação” e a sua expansão para as outras províncias.
Originalmente realizado na União dos Escritores Angolanos (UEA), o projecto migrou na sua quarta edição para o Palácio de Ferro, sob a mentoria do escritor António P. (também referido como Catário Carol).
Sublinhou que a missão principal é preencher a lacuna de espaços dedicados a essas formas de expressão, servindo como um “laboratório artístico” onde jovens talentos podem aprimorar suas performances e textos.
“Acredito muito na Lei da Sementeira. Estamos a semear e te mos a plena certeza de que vamos colher e ajudar a enfatizar a importância artística e literária”, disse Tatório.








