O ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou ontem, em Luanda, os principais marcos, conquistas e desafios da diplomacia an- golana, durante uma palestra realizada no auditório da Universidade Independente de Angola, que reuniu deputados, diplomatas, docentes e estudantes
Na intervenção, o chefe da diplomacia enquadrou a acção externa de Angola nas celebrações do Dia da Libertação da África Austral, ao sublinhar o papel histórico do país na região, com destaque para a Batalha do Cuito Cuanavale, marco que considerou determinante para as transformações políticas na África Austral.
O governante fez uma retrospectiva da diplomacia nacional desde a independência, a 11 de Novembro de 1975, ao referir que, no contexto da Guerra Fria, as prioridades passaram pelo reconhecimento internacional do Estado angolano, pela denúncia de agressões externas e pela normalização das relações com países vizinhos.
Téte António destacou igualmente o contributo de Angola na libertação de outros povos africanos, com base no princípio da solidariedade internacional, bem como o papel combinado da diplomacia e da acção militar durante o período da guerra civil, que culminou com os Acordos Tripartidos de 1988 e abriu caminho para mudanças profundas na região. Com a conquista da paz em 2002, acrescentou, o país redireccionou a sua acção externa para a reconstrução nacional e para a afirmação no plano multilateral, assumindo responsabilidades em organismos internacionais como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Conselho dos Direitos Humanos e o Conselho de Paz e Segurança da União Africana.








