O politólogo e analista Hamilton da Gama considerou, neste Domingo, 22, que a decisão do MPLA de reduzir o número de membros do seu Comité Central constitui uma medida legítima, sustentada nos instrumentos legais e estatutários do partido, e ajustada aos desafios políticos actuais
“É uma decisão constitucional, legal e estatutariamente permissível, resultante de uma avaliação interna que visa tornar o órgão mais funcional, eficiente e alinhado com os desafios do presente e do futuro”, afirmou. Segundo o analista, que falava ao jornal OPAÍS sobre o acto público da convocação do 9.° Congresso Ordinário do MPLA, a manutenção dos estatutos não representa imobilismo, ao recordar que estes foram recentemente revistos no Congresso Extraordinário de 2021.
Para o analista, só faria sentido uma nova alteração caso surjam circunstâncias políticas ou sociais que a justifiquem até à realização do próximo conclave. E, no que diz respeito à composição dos órgãos, o analista destacou o equilíbrio entre continuidade e renovação, que é de 55% e 45%, respectivamente, como um sinal de maturidade política. “Há uma clara intenção de preservar a experiência acumulada, ao mesmo tempo que se abre espaço à entrada de novas ideias e perfis”, sublinhou.
Paridade e bases
A paridade de género, com 50% de mulheres, é igualmente vista como um avanço significativo, o que reforça a inclusão e o papel da mulher na estrutura do partido dos camaradas. Ademais, Hamilton da Gama ressalta ainda a introdução de 15% de candidaturas provenientes das bases, medida que considerou fundamental para o aprofundamento da democracia interna.
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