Uma das poetisas e escritoras mais “vibrantes” da literatura contemporânea angolana, Bel Neto, morreu aos 39 anos, na madrugada de Terça-feira, 17, vítima de doença (ataque cardíaco), na sua residência, em Luanda. Vários são os profissionais nesta área que se sentem consternados com esta fastigiosa ocorrência, que empobrece ainda mais a literatura nacional
A morte da poetisa e performer angolana Bel Neto continua a causar consternação no seio da classe literária. Escritores e declamadores destacam o seu contributo singular para a poesia falada e para a afirmação de novas vozes no panorama cultural nacional. O funeral está previsto para sexta-feira, 20, sendo que se aguarda a confirmação oficial da família.
Durante uma entrevista exclusiva ao jornal OPAÍS, Kialunga Afonso, declamador e um dos amigos mais próximos da malograda, afirmou que a artista enfrentava problemas de saúde há algum tempo. Explicou que a doença cardíaca agravou-se nos últimos meses e, durante a madrugada, não houve tempo suficiente para assistência hospitalar, o que resultou no seu falecimento em casa.
“Não consigo dizer quanto tempo ela esteve doente, porque o diagnóstico que levou à sua morte foi feito há cerca de três semanas. No entanto, percebe-se que se tratava de algo desenvolvido ao longo de vários anos. Foram realizados vários exames para compreender o que realmente se passava”, revelou, visivelmente emocionado. O artista acrescentou ainda que a classe artística nacional empobreceu com a perda de Bel Neto, considerada por muitos uma das vozes mais promissoras da literatura contemporânea angolana.
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