Depois de a Confederação Africana de Futebol (CAF) retirar o título do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025 ao Senegal e atribuí-lo ao Marrocos, o jornal OPAÍS ouviu alguns agentes do futebol angolano, tendo estes apresentado opiniões divergentes sobre a decisão do órgão que rege o desporto-rei no continente Berço da Humanidade
A decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF), liderada pelo sul-africano Patrice Motsepe, em retirar o título de campeão africano ao Senegal e atribuí-lo ao Marrocos caiu como uma verdadeira “bomba atómica” para os agentes do desporto-rei no mundo.
Por este motivo, o jornal OPAÍS ouviu vários agentes do futebol angolano, que analisaram de forma diferente a decisão do órgão que rege a modalidade no continente Berço da Humanidade. Alguns dirigentes defendem que a verdade desportiva não está a ser ferida, porque o regulamento já existe antes da realização do jogo da final do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, prova disputada em solo marroquino.
Na sequência, os entrevistados revelaram que a Confederação tomou a decisão, de forma tardia, à luz do artigo 82.° do Regulamento CAN, bem como do artigo 84.º, que estabelece eliminação imediata em caso de uma equipa abandonar o campo. De lembrar que a atribuição de um penálti a favor de Marrocos no tempo de compensação, quando o resultado era de 0-0, gerou confrontos. Alguns jogadores senegaleses abandonaram o relvado, enquanto nas bancadas adeptos tentaram invadir o campo e atiraram objectos.








