Com a escalada do conflito no Médio Oriente, o preço do barril do petróleo disparou, nesta Segunda-feira, para 118 dólares. Para o OGE 2026, discutido e aprovado pela Assembleia Nacional, taxou-se a 60 dólares, no entanto, analistas ouvidos pelo OPAÍS apresentam posições divergentes
O empresário do ramo imobiliário, Cleber Correia, alertou os angolanos a não terem muita auforia com a subida do preço do barril do petróleo, que, nesta Segunda-feira, atingiu os 118 dólares.
O responsável argumentou que, com os preços de refinação, Angola vai pagar caro. Assim sendo, os preços do combustível correm o risco de se manterem inalterados ou até subirem. Cleber Correia disse que os produtos refinados vão chegar mais caro a Angola, criando uma inflação interna. Por sua vez, o economista Moisés Cambundo aventa a possibilidade de haver um efeito perverso.
Deste modo, sustentou que Angola pode ter uma factura alta por não ter, ainda, capacidade suficiente de refinação. Nesta ordem, Moisés Cambundo referiu que, com a escalada do conflito no Médio Oriente, os custos de refinação podem ser mais altos . Apesar de outros factores, o economista Hermenegildo Quixigina defendeu a alta do preço do barril de petróleo como vantajosa para Angola.
No entanto, adiantou que pode reduzir a apetência na redução de emissão de títulos públicos, considerando o momento como um ambiente bom para o país. Hermenegildo Quixigina destacou que a alta de preço pode representar mais receitas para Angola Em razão disto, o economista é de opinião que o “superávit” deve ser aplicado em projectos que impactam a vida da população.








