Com o preço do barril do petróleo a abrir a 126 dólares na quinta-feira, 30 de Abril, especialistas alertam que, se por um lado Angola ganha mais receitas petrolíferas, por outro lado, os custos também têm estado a subir. Daí a necessidades de novas refinarias para cortar a dependência do exterior
Angola é importadora de quase 80% de derivados de petróleo (gasolina e gasóleo), o que impõe desafios ao país com a situação prevalecente no Médio Oriente, com o bloqueio do Estreito Ormuz, por onde passavam, antes da guerra, cerca de 138 navios, transportando 20% do abastecimento mundial do petróleo.
O economista Diogenes Lenga, em declarações ao OPAÍS, subli-nha que os stocks de segurança de Angola são curtos, sendo que duas semanas de atraso já geram pânico e filas. Para ele, qualquer blo- queio nos estreitos afecta directa- mente o consumidor final. Com o Brent em alta, Lenga explica que as traders internacionais (empresas que compram e vendem activos, commodities) exigem pagamento à vista ou cartas de crédito mais robustas da Sonangol.
“Se o Estado atrasa paga- mentos, os fornecedores seguram a carga no alto mar até ter garantia”, assegura. Por outro lado, de acordo com o especialista, se antes o frete cus- tava USD 30/ton, agora bate USD 48/ton. Reforça que, num país que importa 4.5 milhões ton/ano de refinados, são mais de 81 milhões de dólares/ano só de transporte.
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