O consultor de desenvolvimento do projecto do Corredor do Lobito, João Messelo da Silva, defende a necessidade de as empresas que operam no Corredor destinarem 3 a 10 por cento dos seus investimentos na criação de infra-estruturas sociais para a população que vive ao longo do Corredor do Lobito, nas províncias de Benguela, Huambo, Bié, Moxico e Moxico Leste. Ele considera o corredor do Namibe um grande catalisador económico que vai dando os primeiros passos
O consultor de desenvolvimento para o projectos estruturantes do Corredor do Lobito João Messelo da Silva junta-se à posição institucional, de acordo com a qual, o Corredor do Lobito abre enormes oportunidades, destacando o investimento em infra-estruturas, que, do seu ponto de vista, devem causar impacto na vida das comunidades ao longo do corredor.
O consultor, que tem estado a trabalhar nas províncias atravessadas pelo corredor, admite trabalho na identificação de necessidades específicas que as comunidades enfrentam ao longo do também conhecido “corredor de desenvolvimento”, nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e emprego. “Enquanto consultor, tenho estado a desenvolver esta estratégia, para que, de facto, todos aqueles investidores que queiram fazer Investimento de grande escala terão de destinar 3 a 10 por cento do seu investimento para áreas ligadas a questões corporativas sociais”, sugere.
Da Silva diz que, na qualidade de consultor, se vai encarregar da articulação com vários parceiros, incluindo a União Europeia e o Governo dos Estados Unidos da América, na perspectiva de que as populações ao longo do Corredor do Lobito vejam a sua realidade social completamente mudada – e para o melhor.
“Que empresas que estejam a operacionalizar no Corredor do Lobito possam assegurar investimentos sociais, os quais poderão desenvolver em colaboração com as organizações da sociedade civil”, sublinha. Os investimentos dos operadores no Corredor do Lobito, nesse domínio, têm ficado muito aquém daquilo que se deseja, a julgar por aquilo que o corredor representa do ponto de vista económico para África.
Entretanto, Messelo da Silva diz estar lançado o desafio, sendo o que se precisa, agora, é o desenvolvimento de acções mais coordenadas, em termos de alinhamento com a União Europeia, Estados Unidos da América e o Banco Mundial, tendentes a encontrar as “formas mais ideais” que permitam a vários parceiros apoiarem na construção de infraestruturas sociais.
“Devem garantir pacotes mínimos de apoios, para que as organizações da sociedade civil desenvolvam projectos no âmbito da saúde, educação, meio ambiente e desenvolvimento da cidadania, empreendedorismo económico, entre outras acções que venham a aumentar a presença de jovens nas oportunidades de negócios”, projecta.
Caso as empresas no Corredor do Lobito materializem essa pretensão de que fala, João Messelo da Silva entende às organizações da sociedade civil se lhes exigirá um nível de organização que melhor corresponda às expectativas dos investidores, daí ser importante uma melhor organização.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela








