A cantora angolana Jandira Sassingui Neto, conhecida nas ledes artísticas como Pérola, anunciou, aOPAÍS que prepara o lançamento de novas músicas ainda este ano. A artista admitiu igualmente que estrutura, com maior rigor, a projecção da sua carreira a nível internacional e aproveitou o mês dedicado à mulher para apelar ao auto-conhecimento e à capacitação feminina
Sem avançar datas concretas, a autora dos sucessos “Sincera” e “Só se eu for doida” confirmou que pretende disponibilizar novos temas nos próximos meses, alguns possivelmente ainda durante este mês. Pérola explicou que os projectos seguem um processo cuidadoso e que tem escutado atentamente os seus fãs, de forma a compreender, com maior regularidade, aquilo de que mais sentem falta na sua sonoridade.
“Ao longo do tempo, explorei diferentes estilos, mas já percebi que o público manifesta saudades de uma determinada essência que marcou fases anteriores da minha carreira. Por isso, os próximos trabalhos poderão resgatar parte dessa identidade musical”, garantiu, com um sorriso. Em tom descontraído, afirmou que não aprecia criar expectativas excessivas antes do tempo e prefere surpreender o público com lançamentos progressivos.
“Vão só ter a Pérola”, disse, numa das poucas declarações directas, sublinhando que mantém fidelidade à sua identidade artística, embora aberta à versatilidade. A cantora acrescentou que se considera uma artista versátil, capaz de interpretar diferentes géneros, desde sonoridades mais africanas a ritmos urbanos. Para si, o mais importante é a mensagem transmitida e a emoção partilhada com o público.
“Até ao momento, não tenho estado com a frequência desejada no exterior”.
Questionada sobre a projecção internacional, Pérola afirmou que a expansão além-fronteiras não ocorre de forma automática. Explica, o mercado externo exige planeamento estruturado, adaptação de estratégias e investimento numa presença mais consistente fora de Angola. “Até ao momento, reconheço que não tenho estado com a frequência desejada no exterior, o que naturalmente limita o alcance internacional das minhas músicas.
Não basta acreditar que o que funciona em Angola terá o mesmo impacto noutros contextos culturais; é preciso planear, compreender os mercados e construir pontes”, destacou.
A intérprete revelou que pretende consolidar primeiro a sua presença em países africanos vizinhos, antes de ambicionar vôos mais distantes. Na sua perspectiva, fortalecer ligações no continente poderá constituir um passo determinante para alcançar outros mercados.
“Não conheço uma fórmula exacta para conquistar o mundo, mas estou confiante e determinada a continuar a trabalhar para que os meus projectos musicais ultrapassem fronteiras, sem perder a autenticidade que me caracteriza”, concluiu.








