Caro coordenador do Jornal OPAÍS, votos de uma boa Quarta-feira. O bairro da Sonangol, em Luanda, é muitas vezes citado nas conversas dos moradores, não por causa de petróleo, mas por aquilo que se tem tornado um sintoma urbano: insegurança quotidiana e um ambiente onde a lei parece ser mais uma sugestão do que uma garantia.
A vida nas zonas periféricas da capital está marcada por níveis de criminalidade que muitos residentes consideram elevados e visíveis no dia-adia, com relatos de pequenos furtos, assaltos e consumo de substâncias, especialmente entre jovens desassistidos.
A proximidade de bairros como o Uíge e outros sectores populares fazem com que as dinâmicas de violência urbana não sejam exclusivas de uma rua ou esquina isolada, mas, antes, um padrão replicado em vários nichos da cidade.
Numa das referências locais mais antigas, jovens que circulam sem perspectivas de emprego ou educação formal acabam por se envolver em actividades de risco ou marginalidade, criando um ciclo que alimenta insegurança e medo entre os moradores.
Por: Rui Manuel, Huíla, Lubango.








