Ilustre coordenador do jornal O PAÍS, saudações e votos de óptima Terçafeira! Estou satisfeito por escrever pela primeira vez para o vosso diário. Estou destroçado.
Não sei o que se passa com os nossos jovens. Fiquei a saber, nesta Segunda-feira, que um jovem de apenas 21 anos foi atingido mortalmente por um disparo de arma de fogo feito por um agente da Polícia Nacional, na madrugada de Sexta-feira, no bairro Quituma, na província do Huambo, terra que me viu nascer.
Afinal, o facto ocorreu quando um grupo de jovens que convivia durante o jogo entre as formações do FC Porto e Rio Ave e, na sequência, partiu para actos de desacato e desordem na via pública.
Mais uma vez, os nossos jovens não acataram os conselhos do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço. A vida não tem preço. Estamos mesmo doentes… Muito triste.
Claro que o efectivo deve responder criminalmente, mas não irei culpar o homem que protagonizou este acto. Atenção: nada a ver com falta de sensibilidade. Tenho a certeza de que não terá sido intencional, visto que a nossa Polícia sempre defendeu a população. Que a justiça seja feita!
Por: César André, Huambo.








