O líder norte-coreano Kim Jong-un afirmou que Pyongyang não tem motivos para não buscar uma reaproximação com os Estados Unidos se Washington abandonar a hostilidade e respeitar o status nuclear da Coreia do Norte
“Se os EUA respeitarem a posição actual do nosso Estado [nuclear] especificada na Constituição da República Popular Democrática da Coreia [RPDC] e retirarem a sua política hostil em relação à RPDC, não há razão para que não possamos nos dar bem com os EUA”, disse Kim, segundo a agência de notícias KCNA, durante um desfile militar em comemoração ao Nono Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC).
O líder norte-coreano acrescentou que, nos últimos cinco anos, o PTC consolidou permanentemente o status do país como um Estado nuclear, sinalizando aos adversários que, até que o mundo mude completamente, Pyongyang não abandonará as armas nucleares em hipótese alguma. Kim afirmou que expandir e fortalecer ainda mais as forças nucleares do Estado, o núcleo das Forças Armadas na implementação da estratégia de dissuasão e combate, e exercer consistentemente o direito de um Estado nuclear, representa a vontade inabalável do partido.
“Temos um plano de longo prazo para fortalecer a força nuclear nacional, anualmente, no futuro e nos concentraremos em aumentar o número de armas nucleares e expandir os meios e o espaço para operações nucleares”, disse o líder. Kim acrescentou que Pyongyang pretende modernizar as capacidades de ataque e os sistemas de controlo de armas nucleares, aprimorar a prontidão de combate da força nuclear por meio de exercícios e melhorar os sistemas de resposta a crises nucleares.
Ele também priorizou o armamento nuclear das forças navais do país como parte dos esforços para fortalecer as Forças Armadas. “A posição da RPDC como Estado com armas nucleares desempenha um papel importante na dissuasão da ameaça potencial dos seus inimigos e na manutenção da estabilidade regional, e a força nuclear estatal é uma garantia básica e um poderoso instrumento de segurança que assegura de forma confiável a segurança, os interesses e o direito ao desenvolvimento do país”, disse o líder.
Kim disse ainda que a expansão e o fortalecimento de blocos agressivos liderados pelos EUA na região da Ásia-Pacífico e suas acções militares, que ultrapassam os limites, estão a criar uma situação incomum que ameaça, seriamente, a segurança na península coreana e na região.








