O Porto do Lobito promoveu, nesta Quarta-feira, 25, um workshop estratégico dedicado à ética, governação e transformação digital, uma iniciativa enquadrada nas celebrações do Dia Internacional da Ética, assinalado a 23 de Fevereiro.
O evento, que reuniu especialistas e representantes de diversos sectores, foi organizado pelo Comité de Ética da instituição.
O certame, segundo uma nota enviada ao Jornal OPAÍS, centrou-se nos desafios que a modernização tecnológica impõe à administração pública e às organizações, destacando a necessidade de fortalecer mecanismos de compliance e consolidar uma cultura de responsabilidade institucional.
Na abertura dos trabalhos, a presidente do Comité de Ética, Ana Quinene Filipe, defendeu que a ética deve traduzir-se em práticas concretas no quotidiano das instituições.
“A ética é mais do que normas e regulamentos; é uma atitude. Estamos aqui para renovar o compromisso de sermos uma instituição que inspira confiança, respeito e credibilidade”, afirmou.
A responsável sublinhou que o Porto do Lobito integra o Pacto Global das Nações Unidas, reforçando o alinhamento da empresa com princípios internacionais ligados aos direitos humanos, normas laborais, protecção ambiental e anticorrupção.
Ana Quinene Filipe, defendeu que a integridade deve ultrapassar o plano normativo e assumir-se como prática quotidiana, lembrando que o Porto do Lobito integra o Pacto Global das Nações Unidas, compromisso que reforça a observância de princípios ligados aos direitos humanos, normas laborais, protecção ambiental e anticorrupção.
Na sua intervenção, o presidente do Conselho de Administração (PCA), Celso Rosas, sublinhou que celebrar a data é reafirmar princípios fundamentais para o desenvolvimento sustentável.
“Não há sustentabilidade sem integridade; não há eficiência sem responsabilidade; não há confiança sem transparência”, declarou, defendendo que a ética deve orientar cada decisão institucional.
O gestor destacou ainda que, num porto onde pessoas, bens, tecnologias e economias se cruzam diariamente, “a ética é a bússola que nos guia”, garantindo que cada decisão — grande ou pequena — respeita os valores da instituição e serve o interesse público, honrando as expectativas do país e dos parceiros internacionais.
Celso Rosas alertou para o contexto de transformação acelerada, marcado por processos cada vez mais digitalizados, expansão de parcerias público-privadas e maior escrutínio social e institucional.
Segundo afirmou, este cenário impõe “desafios éticos cada vez mais complexos no sector portuário e administrativo”, exigindo o reforço dos mecanismos internos de integridade.
“A ética não é um discurso decorativo; manifesta-se nas pequenas coisas do dia-a-dia. Precisamos de uma cultura ética forte, que previna riscos, oriente decisões e fortaleça os nossos mecanismos internos”, acrescentou.
O workshop consolidou-se como espaço de reflexão multissectorial sobre boas práticas de governação, num momento em que a modernização tecnológica exige das instituições maior rigor, responsabilidade e coerência ética.








