A Embaixada da Ucrânia em Angola promoveu, ontem, 24 de Fevereiro, uma missa na Igreja de Jesus, em Luanda, para assinalar o quarto aniversário da invasão em grande escala da Rússia à Ucrânia. A cerimónia contou com a participação da equipa diplomática ucraniana, representantes da comunidade ucraniana residente em Angola e cidadãos angolanos solidários com a causa daquele país do Leste europeu
O momento foi dedicado à homenagem às vítimas da guerra e à oração por uma paz “justa e duradoura”.
No seu discurso, o embaixador da Ucrânia em Angola, Andrii Kasianov, afirmou que, apesar de não ter alcançado os seus objectivos estratégicos, a Rússia “continua a exercer terror sistemático contra o povo ucraniano”. Segundo o diplomata, o conflito tem produzido “consequências trágicas concretas”, incluindo a morte de civis e crianças, destruição de infra-estruturas residenciais e sociais, além de milhões de famílias afectadas pelas perdas humanas, ocupação, cativeiro ou deslocação forçada.
O embaixador sublinhou que a oração conjunta representou um acto de unidade espiritual com os militares na linha da frente, socorristas, profissionais de saúde e cidadãos que garantem a estabilidade na retaguarda, bem como com as vítimas da ocupação, deportações e outros crimes atribuídos ao governo russo. Durante a celebração, foram feitas preces por força, sabedoria e resistência para todos os que trabalham em prol da paz.
A Embaixada da Ucrânia e a comunidade ucraniana agradeceram publicamente ao arcebispo de Luanda, Dom Filomeno Vieira Dias, pelo apoio e solidariedade espiritual demonstrados, bem como aos parceiros e amigos angolanos que colaboraram na organização da celebração.
A representação diplomática salienta que, num contexto de guerra prolongada, gestos de humanidade, compaixão e solidariedade internacional assumem significado especial, reforçando que o apoio à Ucrânia sustenta-se não apenas nas decisões políticas, mas também nos valores comuns e de responsabilidade moral.










