Os resultados do inquérito sobre a situação de insegurança alimentar em Angola, referente ao período de 2023, apontam para um total de 19,5% da população que se encontra-se em situação de insegurança alimentar grave, o que representa uma redução de cerca de 6% em relação ao ano de 2020, que apresentava uma taxa de 25%.
De acordo com os dados apresentados nesta quarta-feira, na sede do Instituto Nacional de Estatística, em Luanda, a província da Lunda-Norte possui a taxa mais elevada, com 70,7%, enquanto a província do Cunene possui a taxa mais baixa.
Ao proceder à apresentação dos resultados referentes aos 12 meses do ano 2023, Patrick Pedro, chefe de Departamento de Estatística Demográficas e Sociais, disse que os dados foram analisados a nível populacional.
No cômputo geral, segundo os dados apresentados pelo responsável, diferente da situação alimentar severa, “a taxa nacional, a nível do país, em 2023, a prevalência de segurança alimentar moderada ou severa centrava-se em 74,6%”.
Destes números, a província da Lunda-Norte continua com a maior percentagem, ao passo que a província do Moxico tem a percentagem mais baixa, de 48,8%.
De acordo com Patrick Pedro, a metodologia deste inquérito acompanha a do Inquérito sobre o Emprego em Angola, todavia, respondendo a questões diferentes.
Sublinhou que o inquérito foi com base em oito perguntas padrões elaboradas que foram aplicadas aos chefes dos agregados familiares.
”E dessas oito perguntas é possível classificar um indivíduo em função a essas três variáveis que são a insegurança alimentar leve, moderada e severa”, sublinhou.
Detalhou que a primeira refere-se ao acesso adequado de alimentos, tanto em qualidade, quanto em quantidade. Quanto à segunda, a insegurança alimentar moderada, explicou que é aquela que em que os agregados enfrentam incertezas quanto à sua capacidade de obter alimentos e, por vezes, são forçados a reduzir a quantidade e ou a qualidade dos alimentos consumidos devido à falta de recursos financeiros com efeito.
E a última, a insegurança alimentar severa, o chefe de departamento disse que se refere à população que enfrentam situações críticas como ficar sem alimentos, passar fome e, nos casos mais extremos, permanecer dias inteiros sem comer, comprometendo então severamente a sua saúde e o bem-estar.
Segundo o relatório, cerca de 13 províncias estão acima da taxa nacional de prevalência de insegurança alimentar moderada ou severa, que está na cifra dos 74%,6%.
Salientou que a insegurança alimentar moderada ou severa é mais predominante na área rural, com 81,1%, comparativamente à área urbana, que é 71,0%.
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