Com um legado marcado pelo reforço da diplomacia, mediação de conflitos, promoção da paz e a afirmação do continente no cenário internacional, Angola encerra amanhã a sua presidência rotativa na União Africana (UA) em Addis Abeba, Etiópia.
À frente dos destinos da organização, a audácia do líder da UA, João Lourenço, colocou a diplomacia angolana na berlinda. Cimeiras políticas, algumas até realizadas em Luanda, mereceram destaque noutros pontos do globo.
A abordagem estratégica para a resolução de conflitos internos, atrelada ao multilateralismo, foi e tem sido um dos instrumentos para a busca da paz no Leste da República Democrática do Congo (RDC). Angola, enquanto Estado soberano, é um actor relevante na busca de soluções para a pacificação da África Austral e também da Região dos Grandes Lagos. Esta tradição histórica é resultado do fim do conflito armado que o país viveu até 2002.
Nas organizações internacionais, a legitimidade assumida em vários processos de mediação de conflitos é fruto da experiência interna e da reconciliação nacional. Isto justifica a sua presença na alta-roda da diplomacia.
Para o efeito, o mandato do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na União Africana, entre outros assuntos, em caixa alta, assinala-se a mediação do conflito no Leste da República do Congo, o qual tem inscrito várias rondas de negociações desde 2024 entre o Presidente Félix Tshisekedi e o seu homólogo do Ruanda, Paul Kagame, em Luanda.









