Uma carta aberta intitulada “Deixem Cuba Viver!”, datada de Segunda-feira (9), rejeita a nova Ordem Executiva de Donald Trump que busca cortar o acesso de Cuba ao petróleo, classificando-a como uma tentativa intencional de provocar fome e sofrimento em massa ao povo cubano
A Embaixada de Cuba em Angola enviou, nesta Terça-feira, à ANGOP uma informação revelando que figuras públicas influentes, autoridades eleitas, artistas e organizações – incluindo 22 membros do Conselho Municipal de Nova Iorque, já assinaram “este poderoso Apelo à Consciência, exigindo o fim do cruel ataque de Donald Trump ao povo cubano”.
“Essa política é inconcebível. Ela agrava uma crise humanitária que nós mesmos criamos. Cuba não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos. Matar uma população de fome até à submissão não é diplomacia; é uma forma de terrorismo”, explica a carta. Cortar o fornecimento de energia a uma nação insular é uma táctica de fome, não uma política eficaz. O mundo clama pelo fim da punição colectiva e das crises humanitárias fabricadas, conclui a informação com a frase “Deixem Cuba viver!”.
A 30 de Janeiro, numa Declaração, o Governo Revolucionário de Cuba condenou nos termos mais enérgicos a nova escalada do governo dos Estados Unidos contra Cuba, no seu empenho em impôr um cerco absoluto aos fornecimentos de combustível ao país. A ordem executiva do Presidente norte-americano, anunciada em 29 de Janeiro de 2026, declara uma suposta emergência nacional, em virtude da qual o seu governo poderá impôr tarifas comerciais às importações de produtos provenientes de países que forneçam petróleo a Cuba, diz a Declaração.
Para justificar uma acção tão extrema, o texto argumenta com uma extensa lista de mentiras e acusações difamatórias contra Cuba. Destaca entre elas a absurda certeza de que Cuba constitui uma “ameaça inusual e extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos. Com esta decisão, o governo dos Estados Unidos, através da chan- tagem, das ameaças e da coerção directa a países terceiros, tenta impôr componentes adicionais de pressão às acções de asfixia económica que, desde o primeiro mandato de Trump, foram dispostas para impedir a entrada de com- bustíveis no nosso país, lamenta a Declaração.
A ordem executiva do Presidente dos Estados Unidos constitui, por conseguinte, uma violação flagrante do Direito Internacional e atenta, além disso, contra a Proclamação da América Latina e das Caraíbas como Zona de Paz. Ratifica que é o governo desse país que atenta contra a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo, assevera.
O governo dos Estados Unidos chega a este ponto após ter fracassado durante 67 anos em subjugar e destruir um processo político e revolucionário genuíno e legítimo, de plena soberania, justiça social e promoção da paz e da solidariedade com o resto do mundo, argumenta o documento. Este ressalta que o imperialismo se confunde quando confia que, com a pressão económica e o empenho em provocar sofrimento a milhões de pessoas, vai conseguir dobrar a determinação do povo cubano em defender a soberania nacional e impedir que Cuba caia, mais uma vez, sob o domínio dos EUA.
Depende de decisões relativas ao alcance dos mísseis balísticos, ao programa nuclear e a outras questões. No dia 6 de Fevereiro, delegações norte-americanas e iranianas rea- lizaram conversações sobre o programa nuclear iraniano na capital de Omã, Mascate. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as conversas foram produtivas e que continuariam durante a semana. Ao mesmo tempo, Araghchi afirmou, no Domingo (8), que Teerão insiste no seu direito de enriquecer urânio, mesmo que isso leve à guerra.









