O endividamento garantido com petróleo reduziu, nos últimos anos, para 7,7 mil milhões de dólares, espelhando um panorama diferente da dívida pública em relação a 2020, em que se situava em USD 16,3 mil milhões, informou nesta Terça-feira, em Luanda, o secretário de Estado para Finanças, Ottoniel dos Santos
Ao intervir na sessão de apresentação da Estratégia de Endividamento 2026-2028 e do Plano Anual de Endividamento 2026, o dirigente destacou ainda a exposição ao risco cambial no mercado doméstico, limitada em cerca de 26,7% do stock. Precisou que essas melhorias foram alcançadas fruto do rigor técnico, disciplina orçamental e opções difíceis, que reflectem o esforço colectivo do Estado angolano.
Ottoniel dos Santos acrescentou que o resultado é também fruto da confiança e do apoio das instituições financeiras e dos parceiros de desenvolvimento, incluindo as agências multilaterais, a par da gestão activa e prudente da dívida, orientadas para a sustentabilidade de médio e longo prazos.
Em 2020, recordou, o panorama do endividamento público de Angola apresentava características particularmente desafiantes, com destaque para o rácio dívida/PIB na ordem de 69%, elevada concentração de dívida colateralizada com petróleo e uma exposição significativa da dívida interna ao risco cambial, que representava cerca de 47% da carteira total.
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