Um mês e cinco dias depois do seu início, os trabalhadores dos Correios de Angola mantêm a greve, que tem como base a exigência de melhores condições de trabalho, incluindo o reajuste salarial, os subsídios e o qualificador ocupacional, sendo que os grevistas rejeitam o pedido da direcção para a suspensão do protesto por um período de três meses
Em mais um dia de reivindicações, ontem, 21 de Janeiro, à entrada do edifício dos Correios de Angola, o segundo secretário do Sindicato dos Trabalhadores, Mateus dos Santos, afirmou que, no último encontro entre a Comissão Sindical e o Conselho de Administração dos Correios de Angola, este último solicitou a interrupção da greve por três meses, para posterior implementação dos subsídios.
O pedido foi, no entanto, recusado pelos trabalhadores. “De acordo com o que nos disseram, a implementação dos subsídios não abrangeria os trabalhadores a nível nacional, mas apenas duas direcções. A de Operações e a de Serviços Gerais. Nós entendemos não aceitar tal condição proposta pela direcção.
A greve é a nível nacional e não podemos aceitar que uns sejam beneficiados e outros não, razão pela qual demos sequência à greve”, afirmou Mateus dos Santos à equipa de reportagem do jornal O País. A desigualdade salarial, segundo o colectivo de trabalhadores, é um dos principais problemas enfrentados nos últimos tempos, ha- vendo casos de funcionários com o mesmo nível académico, mas com salários discrepantes.









