À coordenação do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima Terça-feira! Nos últimos dias, circula nas redes sociais o vídeo de uma jovem zungueira e portadora de deficiência.
Ela faz as suas vendas no município de Viana, em Luanda, na via pública. De facto, reconhece que é errado, mas precisa ganhar o pão para alimentar os filhos e também pagar a escola deles.
A irmã, como mostra o vídeo comovente, diz que no mercado indicado há muita discussão e ameaça de se atirar a famosa tala. Pela sua condição, mãe de três filhos, sem marido, trabalha na rua. Todos os dias!
A jovem, reitera-se, portadora de deficiência dos membros inferiores, disse que é formada em medicina, na área de análises clínicas, mas não tem emprego. Nota-se no vídeo que ela se expressa muito bem.
Lamentavelmente, o fiscal afecto ao município de Viana, em Luanda, mesmo depois de a irmã fugir do senhor em serviço para o beco, fora da zona de venda, ainda assim lhe segue e leva as suas muletas. Leva também o negócio.
Sabe-se que não se vende em locais impróprios. Ela até reconhece. Será que dá o direito de o fiscal receber o bem que facilita a sua locomoção? Resposta: não! Espero que o fiscal saiba que está também a violar um direito da senhora e isso é passível de uma sanção interna e externa na sua instituição. Portanto, mais amor ao próximo, ela é Mãe e Pai dos seus amados filhos!
POR: Nganga Baptista, Cazenga









