À coordenação do jornal OPAÍS, saudações e óptima Quinta-feira! Nos últimos tempos, a onda de violações que persegue o país é preocupante e penso que as autoridades devem criar condições para conter este fenómeno.
Por este facto, não se admite que um tio estrague a reputação da família violando sexualmente duas sobrinhas em Luanda, muitas vezes por razões infundadas.
Por isso, ao ser detido pelas autoridades, deve, sim, ser encaminhado para o Ministério Público e responder pelo crime do qual é ou vem acusado. Esta prática tem deixado muitas mães e pais apreensivos, porque não se confia em ninguém neste momento; aliás, os violadores não têm rosto.
Eles estão à solta e têm sempre uma atitude correcta em relação às meninas, que muitas vezes não sabem o que fazer diante de tal cenário. Posto isto, penso que as instruções em casa devem ser redobradas, porém o perfil de alguns membros da família e alguns desconhecidos deve ser minuciosamente estudado.
Aliás, estamos num país em que os problemas sociais e mentais não têm rosto, e quando acontecem cenas do género, pretende-se justificar o que não existe. Deste modo, é importante que as famílias e as autoridades tenham um meio termo e sejam mais activas quanto à presença de pessoas estranhas nas proximidades.
Uma outra situação que também chama atenção é a forma como uma jovem em Cabinda foi violada sexualmente e depois não resistiu. Mesmo sendo levada ao hospital, acabou por perder a vida. Espero que as autoridades investiguem e depois encontrem os infractores para responderem pelo que fizeram à jovem, que tinha muito para dar em Angola. Triste!
POR: Luís Ngolome, BO, Luanda









