Para o MPLA, 2026 é um tempo de reencontro consigo próprio, de escuta activa, de reposicionamento estratégico e, sobretudo, de reafirmação do seu pacto histórico com a sua base confortável de militantes e com o povo angolano.
Num contexto político cada vez mais exigente, onde a legitimidade já não se sustenta apenas na história, mas na capacidade de interpretar o presente e antecipar o futuro, o Partido é chamado a ir além da gestão administrativa dos processos internos.
Controlar processos pode garantir estabilidade momentânea, mas interpretar sinais sociais garante legitimidade duradoura. E é exactamente neste ponto que a Organização da Mulher Angola na (OMA) se afirma como um verdadeiro indicador político, social e moral da vitalidade do MPLA.
A OMA, que no passado dia 10 as sinalou 64 anos de existência, não é um corpo homogéneo nem um actor secundário no xadrez político nacional.
É, pelo contrário, uma força plural, viva e profundamente enraizada na realidade concreta das famílias angolanas. Ignorar essa complexidade seria ignorar uma parte essencial do próprio MPLA.
A equação é simples, porém profunda. Historicamente, a OMA sempre foi — e continua a ser — politicamente pragmática, socialmente resiliente, economicamente criativa e culturalmente diversa. Vive hoje no cruzamento delicado entre a economia familiar e a in formalidade, entre a fé e a tradição, entre a modernidade urbana
e a pressão social quotidiana. Por isso, a futura liderança da OMA deve ser capaz de traduzir essas vivências reais em propostas políticas credíveis, mobiliza doras e socialmente inteligíveis.
Mais ainda: essa liderança deve saber dialogar com duas almas fundamentais da organização. Por um lado, a militante histórica, forjada nos ideais da luta, da disciplina partidária e da construção do Estado.
Por: NZONGO BERNARDO DOS SANTOS









