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Refundação cultural de Angola exige mais do que discurso

Jornal OPaís por Jornal OPaís
12 de Janeiro, 2026
Em Cultura, Em Cartaz, Política, Última Hora

Estudantes universitários, escritores, investigadores culturais, linguistas, entre outras individualidades, reunidos em palestra Tripartida, na União dos Escritores Angolanos (UEA), concluíram que a refundação cultural de Angola exige mais do que discurso, requerendo infraestruturas de distribuição de livros, vontade política, ensino de línguas e coerência moral das lideranças

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Atentos aos acontecimentos que se registam diariamente neste domínio, os participantes admitiram que, enquanto não for resolvida a crise de identidade no ensino de base e não se democratizar o acesso ao livro, a angolanidade continuará a ser um conceito frágil, fragmentado e polarizado.

A palestra, realizada no âmbito da jornada comemorativa do 8 de Janeiro – Dia da Cultura Nacional, teve como tema “Cultura: a Revolução Adiada” e contou com preleções do escritor José Luís Mendonça, do teólogo Bento André e de António Roberto, entre outras figuras ligadas ao pensamento cultural e espiritual.

As sessões decorreram num ambiente bastante participativo e tiveram início com a exposição do teólogo Eurico Almeida, que realçou que a cultura evolui em função das condições materiais, sendo que cada etapa histórica corresponde à materialização de determinados hábitos culturais.

Durante a sua intervenção, o teólogo evocou o pensamento do Poeta Maior, António Agostinho Neto, segundo o qual o futuro do homem angolano deve ser simultaneamente angolano, africano e universal.

Eurico Almeida considerou ainda que a expressão cultural angolana resulta, em muitos casos, de processos de cópia, uma ideia posteriormente esclarecida perante questionamentos do público.

Por sua vez, o escritor José Luís Mendonça, partindo de uma perspectiva historiográfica, analisou os factos históricos com o objectivo de repor o que designou como “legalidade histórica”, estabelecendo uma oposição entre a espiritualidade africana e aquela que classificou como hebraica. Citou Kimpa Vita e apresentou a cultura como uma das maiores revoluções da humanidade.

Enquanto escritor, destacou os principais marcos literários que constituem formas de resistência e afirmação cultural, referindo o legado de autores como Assis Júnior, Cordeiro da Mata, o movimento “Vamos Descobrir Angola”, Agostinho Neto, Pepetela, entre outros. Fez também referência à Carta do Renascimento Cultural, documento que considera pouco conhecido, sobretudo pela juventude.

No seu estilo crítico habitual, José Luís Mendonça denunciou o desenraizamento da cultura nacional e a progressiva extinção das línguas bantu. Como resposta a esses desafios, apresentou a proposta da “Revolução Afectiva” ou “Antropo-afectividade”, um fenómeno baseado na consciência humana, defendendo que a transformação não deve esperar pela natureza, mas resultar da ação consciente do homem. Propôs igualmente a realização de estudos aprofundados sobre as minorias étnicas mais antigas do território nacional.

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