O Semba, estilo musical e de dança, que já se tornou um cartão postal da cultura angolana, será inscrito, ainda neste ano, na lista de Património Cultural Imaterial da UNESCO. A garantia foi dada pelo ministro da Cultura, Filipe Zau, que avançou que o processo para este fim já está em fase de conclusão
Ao falar à imprensa durante as festividades do Dia Nacional da Cultura, decorridas nos dias 7 e 8 do corrente mês, na cidade de Ndalatando, província do Cuanza-Norte, Filipe Zau assegurou que o processo do cumprimento dos requisitos exigidos pela UNESCO para a aceitação do Semba a património cultural mundial já está quase pronto e que, antes mesmo do final de 2026, será cumprido o desiderato.
“A esta altura o dossiê está completamente fechado e acreditamos que antes mesmo do término de 2026 o semba deverá ser classificado como património cultural da humanidade”, assegurou o ministro.
Filipe Zau recordou que o processo arrancou em 2023, quando o estilo foi classificado como património cultural nacional, garantindo, que no presente ano, infalivelmente, os angolanos terão a honra de orgulhar-se de um estilo que será um património cultural da humanidade.
Além do semba, o governante adiantou que o dossiê das pinturas rupestres do Tchindu-hulu também está quase concluído e muito provavelmente entre o final deste ano e o princípio do próximo este monumento cultural poderá também ser classificado como património cultural da UNESCO.
Questionado sobre a situação do Corredor do Kwanza, Filipe Zau disse que continuam a ser reunidos os requisitos necessários para a sua classificação; entretanto, sublinha que ainda faltam alguns elementos fundamentais que têm a ver com os dados arqueológicos e que levam algum tempo para serem devidamente reunidos. “O corredor do Kwanza continua na lista indicativa dos inscritos para a classificação.
Não só o Corredor do Kwanza como também o Tchitundu-hulu, do Namibe, e também o Cuito Cuanavale”, disse o ministro. Acrescentou ainda que “o que está mais avançado neste momento é o dossiê das pinturas do Tchitundu-hulu que acreditamos que até final deste mês de Janeiro daremos entrada no processo”, reforçou o governante.
Conservação das línguas nacionais como património cultural O ministro manifestou também preocupação com as questões inerentes à preservação das línguas de Angola enquanto patrimónios culturais da nação.
Filipe Zau avançou que decorre um projecto de lei a ser ainda apreciado pelo Conselho de Ministros que visa estabelecer os trâmites legais sobre a preservação das línguas banto e lhes conferir um estatuto de “línguas nacionais” como tal.
“É uma lei sobre a preservação das línguas africanas de Angola, todas elas, e sobretudo uma forma de lhes dar estatuto posteriormente e não deixar simplesmente que elas se percam”, explicou.
Sublinhou que a intenção é de, acima de tudo, arranjar, do ponto de vista cultural, uma maneira de preservar estas línguas e fazer com que elas estejam cada vez mais presentes no quotidiano dos povos a que elas pertencem sem serem descriminadas.









