Por cerca de três dias consecutivos, a cidade de Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte, foi o epicentro da maior festividade cultural do país. A cidade congregou, no coração do município do Cazengo, milhares de pessoas e centenas de grupos que vibraram ao ritmo frenético e contagiante da celebração do Dia da Cultura Nacional
As ruas estavam todas pintadas e devidamente higienizadas, as árvores e jardins bem decorados e organizados, os espaços públicos tornaram-se um palco aberto de manifestação artística e cultural, onde cada um podia, de forma livre e espontânea, mas organizada, expor a sua arte e prender a atenção do público que transitava.
Seja música, dança, artes plásticas, desenho criativo, poesia, spoken word, teatro ou até mesmo literatura, a cidade de Ndala tando acolhia qualquer que fosse à manifestação cultural, deixando a criatividade artística ser a principal linguagem comunicativa entre diferentes pessoas e grupos. Jovens, crianças, adultos e até idosos, todos faziam do Largo Dr. António Agostinho Neto o seu principal destino, sem se importarem com a hora nem a condição climática.
Nem o calor avassalador e as picadas dos mosquitos insurretos faziam a população abandonar o largo, que ganhou mais vida e uma nova visibilidade desde o dia 6 do corrente mês.
Trajados de panos, com missangas e pinturas criativas, os grupos de dança folclórica da província dominavam a festividade no que à música e dança diz respeito, vibrando a cada momento e envolvendo o público neste ritmo contagiante.









