Trinta dias após a alta médica, resultante da cirurgia, o músico Proletário voltou a apelar na Segunda-feira, 15, à solidariedade das instituições público-privadas e da sociedade para o equilíbrio do seu estado de saúde
Proletário, que está a recuperar-se aos poucos de uma cirurgia submetida à perna direita, em Out ubro último, que culminou com a sua amputação, disse estar psicologicamente bem, não obstante algumas dificuldades por que tem passado. Porém, lamentou a ausência e a indiferença de certas entidades e instituições em relação a esta situação, depois de muito ter contribuído com a sua arte de bem-fazer para o país.
Apoio material
Curiosamente, ‘Man Prole’ continua sem meio de transporte para se locomover de casa para o hospital para dar sequência a outros procedimentos pontuais à perna amputada, entre outros aspectos. É necessário um seguimento contínuo ao referido membro e outras intervenções.
O único par de canadianas (muletas) que o suportavam após a cirurgia já não está em condições de estabilizá-lo no estado em que se encontra, e tinham-lhe sido emprestadas, daí a solicitação de solidariedade de todos. Proletário apela à generosidade de todos quantos os corações Deus assim tocar.
O músico necessita com urgência de uma cadeira de rodas e um par de canadianas para o auxiliar neste momento de aflição. “Estou aqui presente, sou ‘Man Prole’ e fui sempre honesto e dedicado em todas as acções e actividades para onde fosse chamado. Não parem de ajudar-me para eu continuar a trabalhar nos projectos que vocês conhecem. Vamos todos caminhar de mãos dadas e, assim, seguimos em frente”, apelou.
Visita de colegas e amigos
Ainda debilitado, não tanto como anteriormente, Proletário foi, durante a última semana, alvo de uma visita por parte de alguns músicos e políticos, comovidos com a situação actual do artista, tendo o músico agradecidoà iniciativa.
“Peço as instituições que não me abandonem por este infortúnio, depois de eu ter contribuído para a colectividade”, desabafou o músico, acrescentado que, a par dessas e outras entidades, não teve ainda um “feedback” do Ministério da Cultura e da própria União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC), a qual é membro. Uma outra situação preocupante que observamos neste breve contacto com ‘Man Prole’ é a sua situação alimentar, uma vez que deve ser seguida por um especialista, de acordo os preceitos médicos, devido ao embate pós-cirurgia.
“Vou recebendo aos poucos alguns sinais de amigos próximos e alguns colegas, no que a dotações diz respeito. Por exemplo, recebi há dias uma visita dos meus conterrâneos músicos da Kibala, uma delegação do Gabinete de Cidadania do Cazenga, o Robertinho, o emissário do Baló Januário, Yuri Simão, e tantos outros. Já deu para levantar o astral. Apesar das dificuldades, não me sinto só”, realçou.









