OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 27 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Quando falta amor à pátria

Jornal OPaís por Jornal OPaís
17 de Novembro, 2025
Em Cronica de Dani Costa, Opinião

Até 2002, altura em que o país alcançou a paz, esta era uma das maiores tarefas perseguidas por quem dirigia os destinos de Angola. Não foi em vão que, apesar do fracasso que se observou em variados processos negociais com a UNITA, a uma dada altura foi necessário recorrer-se à guerra para se acabar com a guerra.

Poderão também interessar-lhe...

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

Quando o malogrado Presidente José Eduardo dos Santos levantou esta possibilidade, muitos são os que lhe viraram as costas. E pior: quando se traçaram os três cenários sobre o que se poderia esperar do então líder da UNITA, Jonas Savimbi, muitas foram as vozes contrárias, incluindo no Ocidente. Mas a verdade é que, após a aniquilação destes, Angola conseguiu alcançar a almejada paz.

Até aos dias de hoje. A paz abriu caminho para outras frentes, algumas das quais eram por demais evidentes. O próprio Presidente José Eduardo dos Santos dissera, momentos depois, que a corrupção era o segundo mal depois da guerra, demonstrando assim o complexo fenómeno que ainda vivemos até aos nossos dias.

Durante décadas, sempre que se falasse de corrupção, era comum que surgisse o nome de Angola. Pontificava nos rankings internacionais como um dos piores países do mundo. Estamos ainda lembrados de que o músico Bob Geldof disse, numa determinada fase, que Angola era governada por criminosos, uma opinião que mereceu duras críticas.

Embora pudessem ter existido alguns passos tímidos em determinadas ocasiões, a verdade é que não houve, até antes da entrada em cena do Presidente João Lourenço, acções concretas que visassem a corrupção. Durante muitos anos, foram vários os cenários exibidos, muitos dos quais se pareciam mais com tapetes vermelhos em que muitos poderiam passear à vontade, uma verdade alicerçada pela famosa acumulação primitiva de capital.

É por isso que o combate empreendido há alguns anos teve, sempre, a sua razão de ser, independentemente das conclusões a que muitos pensam ter chegado. Os resultados alcançados, vistos como efémeros por alguns, são o possível se se tiver em conta que eles não dependiam só daqueles que lideram tal processo, como também dos que durante anos a fio dilapidaram o erário.

Na entrevista que concedeu à CNN, há cerca de duas semanas, o Presidente João Lourenço garantiu que o combate à corrupção está ser mais difícil do que se previa inicialmente. Até ao momento, o país já conseguiu, por exemplo, recuperar mais de sete mil milhões de dólares norte-americanos, embora se esperasse muito mais a julgar pelos valores que se acredita terem sido desviados por antigos gestores, governantes e até mesmo políticos.

Mais do que uma simples questão política ou jurídica, o combate à corrupção passaria também por uma situação de amor à pátria por parte daqueles que saquearam as suas finanças e levaram ao exterior.

Recordo-me de que, quando se trouxe à praça a necessidade de um processo de repatriamento de capitais, houve por parte da oposição uma série de acusações ao Executivo, liderado pelo MPLA, de ter criado uma legislação extremamente branda porque parecia ser um tapete vermelho para que os donos das grandes fortunas ficassem com o dinheiro.

Nem com isso, muitos dos que se apoderaram dos fundos públicos preferiram trazer de volta as fortunas que esconderam no exterior, incluindo em paraísos fiscais. Para eles, é dinheiro que deve ser defendido a ferro e fogo, apesar das facilidades apresentadas na altura.

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Deputado, Presidente da 10.ª Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente da Assembleia Nacional) Ainda há poucas semanas tive a...

Ler maisDetails

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Apergunta tornou-se quase um slogan geracional. Mas talvez estejamos a fazer a pergunta errada. A maioria dos jovens não está...

Ler maisDetails

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

por Domingos Bento
27 de Fevereiro, 2026

«Bruxa, xira, ngapa, feiticeira», abusavam os miúdos no bairro que ela ajudou a erguer quando, ainda jovem, na casa dos...

Ler maisDetails

Quando o desporto constrói a Nação

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Quem cresceu em Angola, sobretudo nas décadas marcadas pela incerteza e pelas cicatrizes da guerra, sabe bem o que significa...

Ler maisDetails

Soltura de cidadão português acusado de abuso sexual diverge procuradores no Lubango

27 de Fevereiro, 2026

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

27 de Fevereiro, 2026

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

27 de Fevereiro, 2026

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

27 de Fevereiro, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • O País
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.